O fenômeno Baby Shark: de clipe a negócio de US$ 400 milhões

A trajetória da canção que conquistou o mundo e transformou a Pinkfong em um império

O fenômeno Baby Shark: de clipe a negócio de US$ 400 milhões
O sucesso de Baby Shark transformou a Pinkfong em um império de mídia. Foto: s via BBC

A canção Baby Shark, lançada em 2016, gerou um negócio de US$ 400 milhões, transformando a Pinkfong em um gigante da mídia infantil.

Baby Shark: A canção que conquistou o mundo

Em junho de 2016, Kim Min-seok lançou um clipe de 90 segundos que se tornaria um fenômeno global. A canção “Baby Shark” não só conquistou as crianças ao redor do mundo, mas também irritou muitos adultos. Com mais de 16 bilhões de visualizações, o vídeo se tornou o mais assistido da história do YouTube. Essa incrível popularidade transformou a Pinkfong, a empresa sul-coreana responsável pela canção, em um negócio de mídia avaliado em mais de US$ 400 milhões.

A trajetória da Pinkfong

A Pinkfong foi fundada em 2010, inicialmente chamada de SmartStudy, e focava em conteúdo digital para crianças. Com apenas três funcionários, a empresa cresceu e, hoje, conta com cerca de 340 colaboradores, com escritórios em várias partes do mundo, incluindo Tóquio, Xangai e Los Angeles. Após o sucesso de Baby Shark, as ações da empresa dispararam, subindo mais de 9% no seu primeiro dia de negociação na bolsa de valores da Coreia do Sul.

O impacto da música

Baby Shark, que possui uma melodia repetitiva e cativante, se tornou um fenômeno cultural, com a frase “Baby shark, doo, doo, doo, doo, doo, doo” se tornando familiar entre as crianças. Kevin Chew, analista de mídia, observa que a canção é projetada para ser atraente para o público infantil, mesmo que possa ser um desafio para os pais. O sucesso não foi imediato, mas a viralização começou quando a coreografia associada à música e vídeos de crianças dançando foram compartilhados nas redes sociais.

Desafios e Oportunidades

Apesar do sucesso estrondoso, a Pinkfong enfrentou desafios. Em 2019, a empresa foi acusada de plagiar uma canção americana, mas o Supremo Tribunal da Coreia do Sul rejeitou o caso, permitindo que a Pinkfong continuasse a se expandir. Embora Baby Shark represente uma parte significativa da receita da empresa, a Pinkfong está atenta à necessidade de diversificar seu portfólio, com novas franquias como Bebefinn ganhando espaço rapidamente.

O futuro da Pinkfong

Com a recente abertura de capital, a Pinkfong planeja investir em novos filmes e personagens, buscando se tornar uma produtora de conteúdo orientada por tecnologia. Kim Min-seok destaca que o objetivo é mostrar aos investidores que o sucesso da empresa não se resume a um único fenômeno. A empresa agora tem a tarefa de criar novos conteúdos que possam capturar a imaginação das crianças, mantendo a relevância no competitivo mercado de entretenimento infantil.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: s via BBC