Silvio Costa Filho destaca a necessidade de restrições para garantir a concorrência no certame.

O ministro Silvio Costa Filho expressou surpresa com a defesa da Casa Civil por um leilão sem restrições no porto de Santos.
Ministro Silvio Costa Filho e o leilão do porto de Santos
O leilão do porto de Santos, especificamente do Tecon10, tem gerado discussões acaloradas no governo federal. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, expressou sua surpresa ao ver a Casa Civil defendendo a participação livre de concorrentes no certame. Essa defesa vem em um momento em que o tribunal responsável, o TCU, está avaliando as melhores condições para a realização do leilão.
Postura da Casa Civil e implicações
A Casa Civil, ligada diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, argumenta que a realização do leilão em uma única rodada é a mais benéfica. No entanto, a posição do ministro Costa Filho é diferente, uma vez que ele já havia se comprometido a seguir as recomendações do TCU, que incluem restrições para evitar a concentração de mercado entre grandes armadores.
A estratégia do leilão em duas etapas
Silvio Costa Filho tem manifestado o desejo de que o leilão seja realizado em duas etapas. Na primeira fase, ele pretende restringir a participação de armadores já estabelecidos no terminal, como Maersk, MSC e CMA CGM, permitindo que novos entrantes tenham a primeira chance de participação. Essa estratégia, segundo o ministro, visa garantir um mercado mais equilibrado e competitivo no porto de Santos.
TCU e a busca por um consenso
A posição do TCU é crucial nesse debate. O relator do tema, Antonio Anastasia, defende um leilão sem restrições, mas a maioria dos votos até o momento parece favorável à visão mais cautelosa de Costa Filho. O tribunal, portanto, está em um processo de formação de um entendimento que pode alterar significativamente a maneira como o leilão será conduzido.
Conclusão
O desenrolar dessa situação no leilão do porto de Santos não apenas afeta o futuro do terminal, mas também reflete as tensões internas dentro do governo em relação à política de portos e aeroportos. O comprometimento do ministro com as diretrizes do TCU e sua visão sobre a necessidade de restrições para garantir a concorrência são aspectos que continuarão a ser discutidos nas próximas semanas.
Fonte: www1.folha.uol.com.br





