Presidente brasileiro destaca a importância de uma declaração final do encontro em Joanesburgo

Lula critica boicote de Trump ao G20 e apoia África do Sul na busca por uma declaração final.
Lula e Ramaphosa: Parceria no G20 em Joanesburgo
Neste fim de semana, Luiz Inácio Lula da Silva esteve presente em Joanesburgo para o G20, onde expressou seu apoio ao presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, em busca de uma declaração final do evento. O G20, que ocorre com a ausência de Donald Trump, visa discutir temas como solidariedade, igualdade e sustentabilidade.
O desafio do boicote de Trump
Trump, que não compareceu ao encontro, anunciou que não assinará nenhum documento oficial do G20, o que levanta preocupações sobre a possibilidade de uma declaração final. De acordo com o embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência, a falta de consenso pode resultar na não divulgação de um documento formal. Ramaphosa, ao ser questionado sobre o boicote, comentou que “azar é dele [Trump]”.
Temas centrais da agenda
A agenda do G20, alinhada com as prioridades de Lula e Ramaphosa, inclui o crescimento econômico inclusivo, a redução da desigualdade e a segurança alimentar. Esses temas contrastam com as políticas de Trump, que têm se mostrado desfavoráveis às demandas sociais globais. Lula enfatizou a necessidade de um novo multilateralismo que priorize as necessidades das pessoas.
Encontro bilateral e seus desdobramentos
Antes do evento, Lula e Ramaphosa tiveram um encontro bilateral de 40 minutos, onde discutiram a COP30 e a questão das tarifas impostas pelos EUA. Ambos os países têm enfrentado os impactos dessas tarifas, e Lula convidou Ramaphosa para uma visita oficial ao Brasil no próximo ano, reforçando a importância da cooperação entre as nações.
Expectativas para o G20
Lula deve discursar logo após Ramaphosa, com um foco em temas como a transição energética e os desafios climáticos. Além disso, a presença de líderes como o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, também será crucial para discutir o apoio ao fundo de preservação de florestas tropicais proposto por Lula.
Repercussões e mobilizações sociais
A ausência de Trump e Xi Jinping no G20 trouxe um tom diferente ao evento, mas a mobilização social em Joanesburgo permanece forte. Movimentos feministas e sociais planejam manifestações para chamar a atenção para questões importantes, como a violência de gênero e a desigualdade. O presidente Ramaphosa reconheceu o feminicídio como um “desastre nacional”, destacando a necessidade urgente de ação.
Conclusão
A participação de Lula em Joanesburgo destaca não apenas o apoio à África do Sul, mas também um esforço coletivo em busca de soluções para os desafios globais. A busca por uma declaração final do G20 e as discussões sobre igualdade e sustentabilidade refletem um desejo de transformação no cenário internacional, mesmo diante do boicote de Trump.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Governo Federal










