Negociações entre EUA e China sobre terras raras devem ser concluídas até 27 de novembro


Scott Bessent, secretário de Comércio dos EUA, antecipa finalização do acordo antes do feriado de Ação de Graças

Negociações entre EUA e China sobre terras raras devem ser concluídas até 27 de novembro
Scott Bessent prevê acordo entre EUA e China. Foto: Saul Loeb/AFP

EUA e China devem concluir acordo sobre terras raras até o dia 27 de novembro, afirma secretário de Comércio.

Negociações sobre terras raras entre EUA e China: expectativa de conclusão até 27 de novembro

O secretário de Comércio dos EUA, Scott Bessent, anunciou que as negociações entre os Estados Unidos e a China sobre terras raras devem ser concluídas até o dia 27 de novembro, data que coincide com o feriado de Ação de Graças nos EUA. Esse acordo é considerado vital para a indústria de alta tecnologia, que depende fortemente desses materiais.

Contexto das negociações e restrições anteriores

Em um acordo preliminar alcançado no mês anterior, a China decidiu suspender as restrições à exportação de terras raras por um ano. Essa medida foi um passo importante, visto que a restrição anterior dificultou a disponibilidade desses recursos essenciais, que são cruciais para a fabricação de diversos produtos, desde dispositivos eletrônicos até tecnologias de energia limpa. Bessent enfatizou que, nesta negociação, o governo dos EUA também se comprometeu a não impor tarifas de 100% sobre as importações chinesas, o que poderia agravar ainda mais a tensão comercial entre os dois países.

Expectativas de cumprimento e acordos adicionais

“Estou confiante de que, após nossa reunião na Coreia do Sul entre os dois líderes, Trump e Xi (Jinping), a China honrará seus acordos”, declarou Bessent durante uma entrevista no programa “Sunday Morning Futures” da Fox News. Ele destacou que, conforme acordado entre os líderes, as terras raras devem circular livremente, como era antes das restrições impostas em abril. Essas restrições exigiam licenças de exportação para certos produtos e foram uma resposta às tarifas impostas pelo governo Trump.

Além disso, o acordo bilateral prevê que os Estados Unidos reduzirão tarifas sobre produtos chineses, enquanto a China se compromete a comprar pelo menos 12 milhões de toneladas métricas de soja dos EUA até o final deste ano e 25 milhões de toneladas métricas em 2026. Essa troca é vista como uma tentativa de estabilizar as relações comerciais entre os dois países, que têm enfrentado tensões nos últimos anos.

Impacto nas indústrias e no mercado global

O impacto deste acordo se estenderá a várias indústrias. As terras raras, que incluem elementos como níquel, lítio, cobalto e nióbio, são essenciais para a produção de tecnologias avançadas e são vitais para a transição energética global. A China, que havia interrompido a compra de soja norte-americana como resposta às tarifas, agora parece estar se movendo em direção a uma normalização das relações comerciais, algo que Bessent considera uma vitória para os agricultores americanos, que foram severamente afetados pelas tarifas. Ele se referiu aos produtores de soja como “peões” e expressou otimismo quanto à resolução dessa situação.

Conclusão: O que esperar a partir de agora

Na expectativa de que o acordo seja finalizado até o feriado de Ação de Graças, investidores e analistas do mercado estão atentos aos desdobramentos dessa negociação. A conclusão bem-sucedida do acordo pode não apenas aliviar as tensões comerciais entre EUA e China, mas também proporcionar um impulso significativo para as indústrias que dependem de terras raras, além de abrir caminho para futuras colaborações nas áreas de tecnologia e energia. O cenário permanece dinâmico e qualquer nova informação pode alterar o rumo das negociações.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Saul Loeb/AFP


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