Ex-assessor de Moraes faz ameaças e promete revelar bastidores do gabinete

Eduardo Tagliaferro diz ter provas de irregularidades e acusa o ministro de parcialidade

O ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Tagliaferro, usou as redes sociais nesta quinta-feira (31) para anunciar que pretende divulgar bastidores do gabinete de Moraes e fazer acusações públicas contra o magistrado. A publicação foi feita já na Itália, onde ele diz estar morando atualmente.

Eduardo Tagliaferro trabalhou com Alexandre de Moraes e agora está na Italía (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

“Destruiu minha vida e a de várias pessoas, isso é pouco”, escreveu Tagliaferro, em post com a imagem de Moraes ao fundo. Ele ainda completou: “Logo eu estarei mostrando para o Brasil quem é Alexandre de Moraes e os bastidores do seu gabinete”. Em outra mensagem, afirmou ter “bastante coisa” a relatar, incluindo supostas fraudes e um padrão de seletividade ideológica: “Só entravam coisas de direita no gabinete e nada de esquerda, isso me chamou muita atenção”.

Perito de formação, com graduação em engenharia e direito pela Universidade Paulista, Tagliaferro foi nomeado em 2022 pelo próprio Moraes para chefiar a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), função de confiança ligada diretamente ao ministro.

Em maio, ele foi indiciado pela Polícia Federal por violação de sigilo funcional com dano à administração pública. A investigação aponta que ele divulgou ilegalmente diálogos internos de Moraes com servidores do TSE e do STF. Segundo a PF, Tagliaferro “praticou, de forma consciente e voluntária, a violação do sigilo funcional”.

O nome dele também foi mencionado em outro processo. No início de julho, Moraes rejeitou que Tagliaferro fosse ouvido como testemunha de defesa do ex-assessor presidencial Filipe Martins, investigado por envolvimento na tentativa de golpe após as eleições de 2022. O ministro justificou a negativa com base em jurisprudência do STF que impede investigados de atuarem como testemunhas em ações penais.

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