Mulher sobrevive a tortura de facção ao se fingir de morta no Paraná


Caso revela brutalidade de organização criminosa em Sengés, com prisões realizadas pela Polícia Civil

Mulher sobrevive a tortura de facção ao se fingir de morta no Paraná
Mulher sobreviveu ao fingir-se de morta durante tortura.

Vítima escapou de facção criminosa se passando por morta após ser torturada em Sengés, Paraná.

Tortura de facção no Paraná: a brutalidade revelada

A recente prisão de um adolescente em Sengés, Paraná, expôs a brutalidade de uma organização criminosa que aplica punições severas a seus supostos traidores. Na última segunda-feira (10), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) desmantelou parte dessa facção, que já é investigada por homicídio e tortura.

No início de 2025, uma mulher, identificada como Eunice Fernandes de Oliveira, foi assassinada sob a acusação de ter furtado drogas de um ponto de venda controlado pelo grupo. O crime, classificado como um ‘tribunal do crime’, foi meticulosamente planejado, resultando em sua execução. De acordo com o delegado Isaias Fernandes, a frieza dos criminosos foi evidenciada por vídeos gravados por eles, que documentavam a vítima antes e após a execução.

Sobrevivência e fuga da vítima

Antes da execução de Eunice, outra mulher foi alvo do mesmo grupo. Esta vítima, que conseguiu sobreviver, foi torturada e baleada. Ao se fingir de morta, conseguiu escapar e buscar ajuda, prestando um relato essencial para as investigações da PCPR. Sua astúcia foi fundamental para a compreensão do modus operandi da facção.

Provas digitais e investigação

As investigações levaram a Polícia Civil a apreender diversos celulares, que se tornaram a chave para desvendar os crimes. Perícias revelaram áudios e vídeos que comprovavam a autoria das ações criminosas, incluindo ordens diretas do mandante e descrições detalhadas das execuções.

A captura do adolescente em Sengés foi um marco importante na operação, que resultou na prisão de oito pessoas, incluindo cinco executores e um mandante. Também foram detidas duas pessoas que atraíram as vítimas para a armadilha, demonstrando a organização e a complexidade do grupo criminoso.

Implicações e futuro das investigações

O caso evidencia a necessidade de um olhar atento para a atuação de facções criminosas e suas práticas violentas. A Polícia Civil continua a investigação, buscando desmantelar completamente a organização e responsabilizar todos os envolvidos. As ações da polícia têm sido fundamentais para trazer à luz a gravidade dos crimes cometidos e garantir a segurança da população.

As informações coletadas até o momento indicam que a facção pode estar ligada a outros crimes na região, o que motiva um esforço contínuo das autoridades para prevenir novas atrocidades. O relato da sobrevivente e as evidências digitais são passos cruciais para a Justiça, que busca coibir a atuação de grupos que promovem o terror e a violência entre os cidadãos.

Fonte: tnonline.uol.com.br


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