Propostas visam alcançar R$ 7 trilhões anuais para o financiamento climático

COP30 propõe taxar jatinhos e fortunas para alcançar R$ 7 trilhões anuais em financiamento climático.
Em Belém, a partir de 10 de novembro de 2025, a COP30 propõe medidas para arrecadar R$ 7 trilhões anuais em financiamento climático, incluindo a taxação de jatinhos e fortunas. A presidência da conferência sugere revisar regras financeiras, a fim de facilitar investimentos em ativos verdes.
Propostas para alcance da meta
O documento, elaborado em conjunto com o Azerbaijão, destaca que a principal estratégia é permitir maior acesso ao financiamento privado para países em desenvolvimento. Segundo o texto, essa abordagem pode gerar até US$ 650 bilhões, metade do total necessário para a meta.
Ajustes nas regras financeiras
As sugestões incluem alterações nas regras de Basileia 3, implementadas após a crise de 2008, que dificultam o financiamento de infraestrutura verde. Além disso, o relatório propõe aumentar o financiamento de bancos de desenvolvimento e introduzir novas fontes de recursos, como o crescimento do mercado de carbono.
Custo da inação
O documento alerta sobre os custos crescentes da inação climática, com perdas econômicas estimadas em US$ 320 bilhões para 2024. Os autores argumentam que cada dólar investido em adaptação climática pode gerar de US$ 10 a US$ 14 em benefícios sociais e econômicos.
Diretrizes para investimentos
O “roadmap” apresentado delineia cinco diretrizes para direcionar políticas públicas e investimentos, com foco em replanejamento e renovação de recursos. O embaixador André Corrêa do Lago destaca que o texto não será votado, mas visa influenciar discussões futuras e implementar ações urgentes.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










