Estratégias essenciais para não repetir o ciclo colonial na mineração

O Brasil pode se tornar um protagonista na mineração de minerais críticos, mas precisa de uma estratégia clara para evitar erros do passado.
Em um cenário que se desenha promissor para a mineração brasileira, o país pode assumir um papel relevante na transição energética e digital global. No entanto, para não repetir o ciclo colonial do ouro, o Brasil precisa de uma estratégia nacional clara para explorar seus minerais críticos, como nióbio, lítio e terras raras. Segundo Rodrigo Tavares, professor da NOVA School of Business and Economics, são necessários seis passos fundamentais.
Investimento em inovação
É essencial que o Brasil invista consistentemente em inovação industrial, especialmente no setor de terras raras. Apesar de ter uma rede de inovação científica consolidada, o país está atrasado em comparação com nações como os EUA e Japão, que investem pesadamente nessa área.
Coordenação política
A Casa Civil deve liderar a política nacional de minerais críticos, integrando diversos ministérios e agências. Isso garantiria uma abordagem mais estratégica e menos fragmentada, essencial para o desenvolvimento do setor.
Desburocratização do licenciamento
O processo de licenciamento ambiental, que atualmente pode levar de cinco a seis anos, precisa ser simplificado. A burocracia excessiva pode afastar investimentos essenciais para o setor.
Liberdade para empresas
As empresas que operam no Brasil devem ter liberdade para gerir seus negócios sem interferências políticas. Um ambiente de negócios saudável é crucial para atrair investimentos.
Mapeamento das reservas minerais
O Brasil precisa concluir o mapeamento detalhado de suas reservas minerais, já que apenas 27% do território está mapeado. Conhecer melhor seus recursos é vital para a exploração eficiente.
Mobilização financeira
Instituições como o BNDES e o Banco do Brasil devem ser mobilizadas para financiar tanto as empresas quanto as instituições de pesquisa. Isso inclui a criação de mecanismos de investimento que combinem recursos públicos e privados.
O governo já demonstrou interesse em implementar essas medidas, mas a eficácia dessas ações dependerá de um compromisso real com a estratégia proposta.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










