Presidente avalia aplicar a Lei de Reciprocidade após ameaça de sobretaxa a produtos brasileiros feita pelo governo dos Estados Unidos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende telefonar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo o ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, o governo brasileiro avalia aplicar a Lei de Reciprocidade Comercial, em caso de retaliação formal por parte dos norte-americanos.

A decisão ocorre após Trump publicar, em uma rede social, que pretende rever acordos comerciais com o Brasil. Ele acusou o país de práticas desleais e disse que adotará medidas mais duras se não houver, segundo ele, “comércio justo”.
De acordo com auxiliares, Lula já comunicou à equipe que não fará contato direto com Trump neste momento e determinou que a resposta institucional seja conduzida pelos canais diplomáticos e técnicos.
A Lei de Reciprocidade permite ao Brasil adotar restrições semelhantes às impostas por outros países. A medida está sendo analisada por ministérios da área econômica e pelo Itamaraty.
O governo brasileiro considera que a declaração de Trump ainda não tem efeitos práticos, mas acompanha a situação. Caso as ameaças se concretizem, a resposta será imediata, afirmam fontes do Planalto.
O Itamaraty deve divulgar uma nota oficial nos próximos dias reafirmando a posição brasileira e reiterando o compromisso com regras internacionais de comércio.
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