Gleisi Hoffmann Acusa Governadores de Direita de Incentivarem Intervenção Americana no Brasil


A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, elevou o tom contra governadores de partidos de direita, acusando-os de fomentar a divisão no país e, consequentemente, abrir espaço para uma possível intervenção dos Estados Unidos na América Latina. A declaração foi feita em meio a discussões sobre estratégias de segurança pública e a recente criação de um consórcio de governadores para combater o crime organizado.

Para Gleisi, a postura dos governadores diverge da necessidade de união em torno de soluções para a segurança pública, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18, conhecida como PEC da Segurança Pública, apresentada pelo governo Lula. A ministra criticou a iniciativa dos governadores, liderada por Ronaldo Caiado, de buscarem soluções independentes, argumentando que isso poderia atrair a atenção de figuras como Donald Trump para uma intervenção militar na região.

A ministra também traçou um paralelo entre a atuação dos governadores e a do deputado federal Eduardo Bolsonaro, residente nos Estados Unidos, que é acusado de influenciar sanções comerciais contra o Brasil. “Não conseguem esconder seu desejo de entregar o país ao estrangeiro, do mesmo jeito que Eduardo Bolsonaro e sua família de traidores da pátria fizeram com as tarifas e a Magnitsky”, afirmou Gleisi, em referência à Lei Magnitsky, utilizada pelos EUA para punir indivíduos acusados de violações de direitos humanos e corrupção.

Em contrapartida, sete governadores anunciaram a formação do “Consórcio da Paz”, uma iniciativa para integrar informações de inteligência e recursos no combate ao crime organizado. A reunião, realizada no Rio de Janeiro, contou com a presença de diversos governadores e a participação remota do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Os governadores presentes elogiaram a operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, apesar do alto número de mortos.

A PEC da Segurança Pública, proposta pelo governo federal, tem sido alvo de críticas por parte dos governadores, que alegam que a medida retira a autonomia dos estados sobre suas polícias. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, argumenta que a proposta representa uma “intervenção direta nas polícias dos estados”, transferindo o controle para o Ministério da Justiça. O governo federal, por sua vez, defende que a PEC mantém a autonomia das forças de segurança estaduais e distrital.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br


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