Investigação urgente sobre incêndio em fazenda é solicitada pelo governador Eduardo Riedel

Governo de MS monitora conflito entre indígenas Guarani-Kaiowá e fazendeiros em Caarapó, com investigação sobre incêndio.
Conflito entre indígenas e fazendeiros em MS
O governo de Mato Grosso do Sul e o governo Federal estão monitorando o conflito entre indígenas Guarani-Kaiowá e fazendeiros que já dura mais de um mês em Caarapó. Nesta segunda-feira (27), o governador do estado, Eduardo Riedel, solicitou urgência nas investigações de um incêndio que ocorreu em maquinários e na sede da fazenda Ipuitã, após a ocupação de 30 indígenas no local no último sábado (25).
Contexto do Conflito
De acordo com o Conselho Missionário Indigenista (Cimi), o incêndio na área de mata foi provocado por pessoas ligadas à fazenda. Os indígenas desocuparam a fazenda no domingo (26) e aguardam a visita de uma comitiva interministerial formada por representantes de várias autoridades, incluindo o Ministério dos Povos Indígenas e a Funai. A previsão é de que as equipes visitam a região ainda nesta segunda-feira.
Questões de Demarcação
O local ocupado é uma área de retomada, considerada terra ancestral e em processo de demarcação, que está parada no Supremo Tribunal Federal desde 2016. Em 2019, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos determinou que o Estado brasileiro adotasse medidas para proteger a vida dos Guarani-Kaiowá da comunidade Guyraroká.
Investigação de Denúncias
Além do conflito territorial, os indígenas denunciam o uso irregular de agrotóxicos na fazenda. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu investigação para apurar essas denúncias. Ofícios foram enviados a várias instituições para verificar a situação.
Segurança dos Indígenas
O representante do Cimi em Mato Grosso do Sul, Matias Rempel, informou que a ocupação foi uma ação de segurança dos Guarani-Kaiowá, que vêm sofrendo ataques. Recentemente, cerca de 10 indígenas foram atingidos por tiros de bala de borracha em outra área ocupada em Caarapó. O Cimi afirma que, desde a retomada da terra, famílias indígenas têm sofrido ataques ilegais de forças de segurança.









