Instituição reúne estudos para preparar delegação que participará da conferência em Belém

Unicamp reúne 35 a 40 pesquisas sobre mudanças climáticas como preparação para a COP30.
A Unicamp está se preparando para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro em Belém (PA). Com um total de 35 a 40 pesquisas em andamento, a universidade busca entender e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, enviando uma delegação composta por representantes institucionais e acadêmicos.
Levantamento de pesquisas
O 1º Fórum Unicamp de Mudanças Climáticas, realizado entre 20 e 21 de outubro, apresentou 28 estudos que foram organizados em seis áreas principais: bases físicas da mudança climática, florestas, oceano e biodiversidade, energia e tecnologia, justiça climática, adaptação, cidades e agricultura, e governança climática. Segundo o professor Roberto Donato, coordenador da Delegação Unicamp na COP30, o objetivo é consolidar um mapeamento que contribua para a formulação de políticas públicas no clima.
Experimentos e inovações
Entre as pesquisas, destaca-se o projeto AmazonFACE, que simula as emissões de carbono previstas para 2050 na Amazônia. O estudo da política fiscal verde também é relevante, com foco na aceleração da transição energética e na identificação de lacunas de financiamento. A pesquisadora Mariana Reis propõe políticas de taxação de combustíveis fósseis para fomentar a energia verde. Além disso, a criação do Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável visa estabelecer um modelo de inovação e sustentabilidade em Campinas.
Importância da colaboração
A Câmara de Campinas aprovou recentemente o Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), que integra o Hub da Unicamp, com a intenção de criar um laboratório vivo de articulação entre universidades e sociedade civil. O plano inclui um corredor ecológico e áreas de caminhabilidade, visando promover a sustentabilidade na região. A criação de um grupo institucional focado em mudanças climáticas e a proposta de uma futura conferência em 2026 também foram resultados do fórum, buscando envolver gestores e tomadores de decisão em discussões sobre ações concretas para mitigar as emissões na cidade.










