Hugo Motta promete votar projeto de corte de gastos na próxima semana


Presidente da Câmara solicita aceleração na execução do Orçamento da União

Hugo Motta promete votar projeto de corte de gastos na próxima semana
Hugo Motta participa de evento com Lula no Rio. Foto: Rafael Nascimento

Hugo Motta, presidente da Câmara, promete votar projeto de corte de gastos na próxima semana e solicita aceleração do Orçamento.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu ao governo votar na próxima semana o projeto de corte de gastos a ser enviado pelo Palácio do Planalto, mas pediu para a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que seja acelerada a execução do Orçamento da União deste ano. Segundo Motta, há um represamento de verbas neste final de ano, comprometendo a liberação de recursos das emendas parlamentares.

Fatiamento da Medida Provisória

Nesta quarta-feira (22) à noite, Gleisi Hoffmann acertou com Hugo Motta que o governo vai fatiar a medida provisória 1303, que pretendia aumentar a arrecadação e perdeu a validade ao ser retirada da pauta na Câmara. O fatiamento proposto enviará dois projetos de lei e uma medida provisória, com teor idêntico ao PL do corte de gastos, além de fechar brechas na compensação de créditos de PIS e Cofins.

Impacto no Orçamento

Esse projeto vai gerar R$ 25 bilhões aos cofres do governo, sendo R$ 15 bilhões de corte de despesas e R$ 10 bilhões do fechamento das brechas que estão levando o governo a perder arrecadação. A ideia é anexar o conteúdo do PL do corte de gastos a um projeto que já teve sua urgência aprovada, como o que torna crime hediondo a falsificação de bebidas.

Desafios e Resistências

O outro projeto de lei será enviado com pedido de urgência e visa aumentar a tributação sobre bets, fintechs e juros de capital próprio. Este é mais polêmico e deve enfrentar resistências na Câmara. Líderes governistas acreditam que a tributação de bets pode ser aprovada, enquanto as outras duas propostas podem ter mais dificuldades.

Conclusão

O governo prometeu a Hugo Motta que, ao editar a MP do corte de gastos, seria possível executar mais rapidamente o Orçamento da União neste final de ano. Sem esses recursos, há risco de novos bloqueios e contingenciamento em novembro.


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