Bancada paranaense no Congresso Nacional é composta por 30 deputados e 3 senadores
O pedido de instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que visa investigar fraudes em benefícios previdenciários pagos pelo INSS foi protocolado na última segunda-feira (12) no Congresso Nacional. A iniciativa partiu da oposição ao governo Lula e contou com 259 assinaturas, número superior ao mínimo exigido para a abertura de uma CPMI. Do Paraná, 22 parlamentares — entre deputados federais e senadores — aderiram ao pedido.

A assinatura da CPMI foi confirmada por parlamentares de diversos partidos, da base e da oposição, mas a articulação foi liderada por nomes do PL, União Brasil, Progressistas e Republicanos. Do Paraná, assinaram o pedido, em ordem alfabética:
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Beto Richa (PSDB)
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Delegado Matheus Laiola (União Brasil)
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Diego Garcia (Republicanos)
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Dilceu Sperafico (Progressistas)
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Felipe Francischini (União Brasil)
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Fernando Giacobo (PL)
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Filipe Barros (PL)
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Flávio Arns (PSB)
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Geraldo Mendes (União Brasil)
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Luciano Alves (PSD)
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Luciano Ducci (PSB)
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Luiz Carlos Hauly (Podemos)
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Nelson Padovani (União Brasil)
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Pedro Lupion (Progressistas)
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Reinhold Stephanes (PSD)
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Ricardo Barros (Progressistas)
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Rodrigo Estacho (PSD)
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Sargento Fahur (PSD)
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Sergio Moro (União Brasil)
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Sergio Souza (MDB)
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Tião Medeiros (Progressistas)
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Vermelho (Progressistas),
CPMI aguarda retorno de Alcolumbre
O objetivo da CPMI é apurar um suposto esquema que teria beneficiado entidades sindicais e associativas por meio da cobrança indevida de mensalidades em aposentadorias e pensões do INSS, sem autorização dos beneficiários. A investigação mira ainda a possível participação de servidores públicos e o uso indevido do sistema da Previdência Social para viabilizar os descontos.
A mobilização para colher assinaturas ganhou força após a deflagração de uma operação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), em abril, que apontou irregularidades no sistema do INSS entre 2020 e 2023.
O próximo passo é a leitura do requerimento em sessão do Congresso Nacional. Quem tem poder para instaurar a CPMI é o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O parlamentar está em viagem internacional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à China e, ao voltar, precisa convocar uma sessão conjunta entre Câmara e Senado para fazer a leitura do pedido de CPMI.
A partir disso, será definida a composição da comissão, que terá senadores e deputados como membros efetivos e suplentes. Ainda não há data oficial para a instalação da CPMI, mas o tema tem sido tratado com prioridade por setores da oposição.
Além de investigar as irregularidades, a expectativa é que a CPMI proponha mudanças legislativas e administrativas para endurecer o controle sobre os sistemas do INSS e garantir maior proteção aos segurados. Nos bastidores se especula que a criação de uma base única de validação para autorizações de desconto e o aprimoramento das regras de repasse para entidades sindicais estão entre as possíveis recomendações que devem surgir dos trabalhos da comissão.










