Decreto suspende reintegração na Comunidade Renascer em Piracicaba


Medida transforma ocupação em área de interesse social para proteger 700 famílias

Decreto suspende reintegração na Comunidade Renascer em Piracicaba
Comunidade Renascer em Piracicaba — Foto: Edijan Del Santo/EPTV

Decreto transforma Comunidade Renascer em área de interesse social, garantindo a permanência de 700 famílias.

Nesta terça-feira (21), a Prefeitura de Piracicaba (SP) assinou um decreto que transforma os terrenos da Comunidade Renascer em áreas de interesse público, garantindo a permanência de cerca de 700 famílias que vivem na ocupação. A medida suspende a reintegração de posse que estava agendada para novembro, após ação judicial dos proprietários das áreas.

Situação atual da comunidade

O decreto permite que a população permaneça no local, enquanto a administração municipal trabalha para um acordo com os donos das áreas, visando melhorias e a regularização do espaço. A prefeitura reconhece que não tem condições de oferecer soluções habitacionais imediatas, mas está em diálogo com o governo federal para aumentar a oferta de moradias populares.

Mobilização popular

A defesa das famílias, representada pelo advogado Caio Garcia, considera a medida um reconhecimento da função social da área ocupada, resultante de anos de mobilização e pressão democrática. Ele destacou que o decreto é um passo histórico que legitima o esforço da comunidade em transformar o espaço em um bairro regularizado.

Reações e próximos passos

Na última sexta-feira (17), moradores realizaram uma manifestação em busca de alternativas habitacionais, enfatizando que não desejam moradia gratuita, mas um programa habitacional adequado às suas necessidades. A prefeitura, em resposta, afirmou que está buscando soluções respeitando os processos legais, enquanto o prefeito Helinho Zanatta acompanha a situação de perto.
Com a suspensão da reintegração de posse, a defesa das famílias agora busca estender essa proteção às outras áreas da comunidade, enquanto o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) avalia as exigências legais nos processos de despejo.

Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com


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