A Polícia Federal flagrou os suspeitos realizando saques de emendas parlamentares em São Luís

Presidentes de entidades culturais no Maranhão foram presos em flagrante suspeitos de lavagem de dinheiro.
Na manhã de sexta-feira (17), a Polícia Federal prendeu em flagrante dois presidentes de entidades culturais no Maranhão e uma assessora parlamentar, suspeitos de lavagem de dinheiro. As prisões ocorreram em uma agência do Banco do Brasil em São Luís, onde os suspeitos realizavam saques de R$ 400 mil, valores que deveriam ser destinados a projetos sociais.
Detalhes da operação
Os presos são Maria José de Lima Soares, presidente do Boi de Maracanã, e Ivan Jorge da Piedade Madeira, presidente da Companhia de Cultura Popular Catarina Mina. Segundo a PF, os valores sacados teriam origem em emendas parlamentares estaduais destinadas a entidades culturais fictícias, que aparentemente nunca realizaram os eventos para os quais receberam os recursos. No total, os valores desviados podem ultrapassar R$ 2 milhões.
Investigação em andamento
Uma das presas, a assessora parlamentar Larissa Rezende Santos, foi detida ao tentar entregar uma mochila contendo R$ 400 mil a uma deputada estadual. As investigações seguem para apurar a participação de outros envolvidos, incluindo possíveis agentes públicos que se beneficiaram do esquema. A lavagem de capitais é um crime que pode resultar em até 10 anos de reclusão.
Implicações legais
Os três detidos foram levados à Superintendência Regional da Polícia Federal no Maranhão e foram autuados por lavagem de dinheiro, conforme previsto na Lei nº 9.613/1998. A operação destaca a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa sobre o uso de emendas parlamentares e a transparência na execução de projetos culturais.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com










