Animação destaca a relação familiar e a cultura nipo-brasileira

A animação 'Eu e Meu Avô Nihonjin' explora a imigração japonesa através da relação entre avô e neto.
A animação “Eu e Meu Avô Nihonjin”, em cartaz nos cinemas, segue a relação de Noboru, uma criança de dez anos, e seu avô Hideo, que revisitam a história da imigração japonesa no Brasil. O filme destaca a importância do passado familiar e os desafios enfrentados pelos imigrantes.
Encontros intergeracionais
Noboru precisa aprender sobre sua herança cultural e, para isso, passa tempo com Hideo, que o ensina sobre suas origens e a história de sua família. O avô, dublado por Ken Kaneko, traz à tona memórias que ajudam Noboru a compreender sua identidade como nipo-brasileiro.
Uma animação diferente
Diferente das animações frenéticas atuais, o filme tem um ritmo contemplativo, permitindo que crianças e adultos reflitam sobre questões complexas, como a identidade e a cultura familiar. Célia Catunda, a diretora, acredita que as crianças podem entender histórias mais profundas e que estas devem ser contadas com respeito e cuidado.
Adaptação da obra de Nakasato
O longa é uma adaptação do romance “Nihonjin” de Oscar Nakasato, que retrata as dificuldades dos imigrantes japoneses no Brasil, desde o trabalho nas fazendas até os desafios da Segunda Guerra Mundial. A direção de arte é inspirada nas obras de Oscar Oiwa, trazendo um visual que evoca a cultura japonesa.
Legado cultural
O filme também é um legado para as novas gerações de nipo-brasileiros, que podem aprender sobre a rica história de seus antepassados e valorizar suas raízes culturais. Ken Kaneko, que se mudou para o Brasil em 1960, destaca a importância desse tipo de narrativa para manter viva a memória dos primeiros imigrantes.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










