A derrota por 2 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre, expôs as fragilidades do São Paulo em um momento crucial da temporada. O resultado não apenas distanciou o clube do G-6 do Brasileirão, mas também intensificou as dúvidas sobre a capacidade da equipe em reagir diante dos desafios que se acumulam dentro e fora de campo. Com seis derrotas nos últimos sete jogos, incluindo a eliminação na Copa Libertadores, o Tricolor vive um momento delicado.
O São Paulo ocupa atualmente a oitava posição na tabela, com 38 pontos, cinco a menos que o Bahia, primeiro time dentro da zona de classificação para a Libertadores. No entanto, o desempenho recente não inspira confiança na busca por essa vaga. Pelo contrário, equipes como Vasco e o próprio Grêmio demonstram maior consistência e se aproximam na classificação.
A lista extensa de desfalques tem sido um obstáculo constante para o técnico Hernán Crespo. Para o confronto contra o Grêmio, nove jogadores estavam entregues ao departamento médico, incluindo nomes como Cédric Soares, Enzo Díaz e Calleri. A situação se agravou com a lesão do lateral-esquerdo Wendell logo no início da partida.
Os experientes Luiz Gustavo e Lucas Moura, recém recuperados de lesão, foram acionados durante o jogo, mas ainda buscam o ritmo ideal. Crespo admitiu as dificuldades em manter a equipe competitiva diante de tantos problemas. “Estamos fazendo o melhor possível dentro do limite, tentando nos adaptar ao que acontece no dia a dia”, declarou o treinador, evidenciando a complexidade do momento vivido pelo clube.
A situação de Oscar, contratado como um dos principais reforços para 2025, é emblemática. O jogador, que sofreu uma fratura nas vértebras em julho, enfrentou uma nova lesão muscular na panturrilha, adiando seu retorno aos gramados. Apesar da expectativa, Oscar disputou apenas 21 dos 56 jogos do time no ano, marcando dois gols.
Em meio ao turbilhão de problemas, o presidente Julio Casares enfrenta críticas da torcida. As cobranças se intensificaram diante das trocas de treinadores, da dificuldade em reforçar o elenco e do aumento da dívida do clube, que se aproxima de R$ 1 bilhão. A venda de jogadores da base e a proposta de negociar parte das categorias de base também geraram insatisfação.
Para mitigar o impacto financeiro, o São Paulo tem recorrido à realização de shows no MorumBis, o que afeta diretamente o calendário do time. A equipe deverá disputar quatro partidas na Vila Belmiro até o fim do ano, incluindo confrontos importantes contra Red Bull Bragantino e Flamengo.
O próximo desafio do São Paulo será contra o Mirassol, fora de casa, pela 29ª rodada do Brasileirão. A partida promete ser mais um teste para o time, que busca a recuperação em meio a um cenário de incertezas e pressões.
Fonte: http://www.oliberal.com










