Mortes por calor extremo na América Latina vão dobrar até 2054


Estudo aponta aumento significativo de óbitos devido ao calor na região

Mortes por calor extremo na América Latina vão dobrar até 2054
Mulher se protege do sol com um leque durante uma onda de calor em Santiago, capital do Chile. Foto: Jorge Villegas – 31.jan.24/Xinhua

Estudo revela que mortes por calor extremo na América Latina devem aumentar significativamente nas próximas décadas.

Um estudo realizado por pesquisadores de instituições latino-americanas aponta que a proporção de mortes por calor extremo na América Latina deve aumentar drasticamente entre 2045 e 2054, passando de 0,87% para 2,06% do total. Essa pesquisa foi publicada na revista Environment International e faz parte do projeto Mudanças Climáticas e Saúde Urbana na América Latina (Salurbal-Clima).

Contexto da pesquisa

Os dados foram coletados de 326 cidades em países como Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, México, Panamá e Peru. O estudo foi conduzido por um grupo de pesquisadores que inclui membros da USP e da UFMG. O objetivo foi analisar a mortalidade relacionada às mudanças climáticas e como isso afetará a saúde da população urbana.

Projeções alarmantes

Os pesquisadores utilizaram dados do SIM, do DataSUS e do Censo Demográfico do IBGE para estimar o impacto das temperaturas elevadas na mortalidade, considerando cenários de mudanças climáticas. A pesquisa prevê que o aumento das temperaturas terá um efeito desproporcional em populações mais vulneráveis, como idosos e pessoas em áreas periféricas sem acesso a recursos adequados para lidar com o calor.

Consequências e recomendações

O estudo alerta que o calor extremo pode aumentar o risco de infartos e complicações em pessoas com doenças crônicas. A urgência de reduzir as emissões de gases de efeito estufa é enfatizada pelos pesquisadores, que afirmam que ações imediatas são necessárias para mitigar os impactos das mudanças climáticas no futuro.


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