Mudanças no mercado de créditos de carbono


Apostando na restauração florestal em vez de créditos tradicionais

Mudanças no mercado de créditos de carbono
Foto: Raimundo Pacco/Mombak/Divulgação

Multinacionais estão mudando suas estratégias de compensação, preferindo projetos de restauração florestal.

Multinacionais, como Apple, Microsoft e Google, estão se desviando de compensações por desmatamento e optando por investir em projetos de restauração florestal. Essa mudança ocorre em um contexto de crescente desconfiança em relação aos créditos de carbono, especialmente após denúncias de abusos e cálculos supervalorizados no modelo tradicional. O Brasil, com altos índices de desmatamento, observa uma diminuição no interesse por projetos de conservação em favor do restauro.

O que está acontecendo

  • As grandes empresas estão reavaliando suas estratégias de compensação de carbono.
  • O modelo Redd+, antes predominante, enfrenta críticas e investigações, levando a uma queda na confiança.
  • O interesse por projetos de restauração está crescendo, especialmente entre as big techs.

O impacto no Brasil

  • Em julho, o Governo do Pará fez sua primeira concessão de restauração florestal, criando novas demandas no mercado.
  • O BNDES anunciou parcerias para restaurar áreas degradadas, mas ainda não liberou empréstimos.
  • A Carbonext, uma desenvolvedora significativa, está explorando projetos de restauro, apesar do desmatamento contínuo no país.

Desafios e oportunidades

  • O investimento em projetos de conservação é muito menor do que em restauro, o que pode impactar a capacidade de restaurar áreas.
  • As mudanças no mercado exigem um balanço entre conservação e restauração para garantir resultados efetivos.
  • O cenário atual destaca a necessidade de integrar a restauração florestal com a proteção das comunidades locais e a biodiversidade.

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