Uma jornada de seis horas, partindo de Conceição da Barra, no extremo norte do Espírito Santo, até Vitória, marcou a missão especial de um grupo de estudantes: dar visibilidade aos manguezais de sua terra natal. A visita ao PodNatureza não foi apenas uma apresentação, mas um vibrante chamado à ação em defesa de um ecossistema crucial.
A turma da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) João Bastos Bernardo Vieira apresentou o projeto “Manguezal: tem lama, tem vida e tem drama”, sob a liderança da professora Elizângela Gomes. Os alunos Ana Luíza Pereira e Miguel Moreira, representantes da turma, demonstraram um notável compromisso com a causa ambiental.
“A gente aprendeu que tem muita vida na lama. E a gente quer proteger essa vida”, declarou Ana Luíza durante a entrevista. Essa afirmação resume o espírito que motivou a viagem à capital, onde conheceram a sede da Rede Vitória, guiados por Vinicius Moulin, e contaram com o apoio do Instituto Américo Buaiz, através de Paula Martins. A experiência ampliou a visão dos jovens sobre a importância do manguezal como símbolo de biodiversidade e cultura.
O projeto escolar transcendeu os limites da sala de aula, mapeando espécies, analisando o solo, estudando as marés e criando materiais de conscientização com o envolvimento de toda a comunidade. A dedicação dos alunos e educadores exemplifica o poder transformador da educação pública quando valorizada.
A visita ao PodNatureza simbolizou um marco na defesa do manguezal, um ecossistema essencial para o equilíbrio ambiental, muitas vezes negligenciado. A emoção dos alunos, o brilho nos olhos dos professores e a força das palavras de quem cresceu em contato com o mangue reafirmam a importância de valorizar e multiplicar iniciativas como essa.










