Menos telas e mais brincadeiras antigas marcam a data

Brinquedos tradicionais ganham espaço no Dia das Crianças no RS, com uma proposta de estimular o desenvolvimento infantil longe das telas.
Em meio ao avanço dos eletrônicos, brinquedos tradicionais voltam a ganhar espaço no Dia das Crianças no Rio Grande do Sul. Carrinhos, bonecas de pano, blocos de madeira e jogos de tabuleiro são algumas das opções escolhidas por pais que buscam estimular o desenvolvimento dos filhos longe das telas.
Importância das brincadeiras antigas
A professora Fernanda Cesa Ferreira da Silva Moraes, da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS, explica que brincadeiras clássicas ajudam no desenvolvimento de habilidades físicas, motoras e cognitivas. Ela destaca que essas atividades “não são obsoletas” e continuam sendo “superpotentes e estimulantes”. Em Porto Alegre, Arthur Freire, de 7 anos, prefere carrinhos e brinquedos musicais.
A escolha dos brinquedos
A mãe, Cecília Ramos Freire, conta que a escolha dos brinquedos está diretamente ligada ao desenvolvimento do filho, que tem síndrome de Down. Segundo ela, brinquedos não estruturados ajudam a criança a criar suas próprias narrativas. “Ele gosta de carrinho, gosta muito dessa questão dos planetas, a imaginação dele viaja. Ele joga bola, vamos pra rua. É esse corpo que se movimenta.”
O cenário nas lojas
Em uma loja da capital, brinquedos antigos dividem espaço com lançamentos tecnológicos. A gerente Michelle Souza da Luz afirma que há uma procura crescente por jogos que incentivem a interação familiar. O artesão Carlos Antonio Sebastiany, que fabrica jogos educativos em madeira, defende o equilíbrio entre o digital e o analógico. “Hoje, com a digitalização, o ideal é conciliar o analógico com o digital. O analógico dá embasamento com materiais concretos para a criança edificar conhecimento”, explica.
Benefícios para o aprendizado
Estudos apontam que reduzir o tempo de exposição às telas e oferecer atividades lúdicas pode trazer benefícios para o aprendizado e o convívio social. Fernanda Moraes reforça que essas brincadeiras são “muito mais construtivas” e contribuem para um desenvolvimento saudável em todas as dimensões da infância.
Equilíbrio entre analógico e digital é aposta dos pais.
Notícia feita com informações do portal: g1.globo.com










