Músico lança disco "Utopia" e reflete sobre a atualidade musical no Brasil

Em entrevista, Dori Caymmi critica o mau gosto na música brasileira e lança seu novo disco, "Utopia".
Na última segunda-feira (9), Dori Caymmi, aos 82 anos, lançou seu novo disco “Utopia”, ao mesmo tempo em que expressou sua preocupação com a música brasileira atual. Em entrevista, ele afirmou que a música está doente, dominada por um mau gosto que prioriza o sucesso comercial em detrimento da qualidade artística.
O estado da música popular
Caymmi enfatiza que a atual ambição dos músicos é ser famoso, muitas vezes à custa da profundidade emocional e musical. “Não quero que ninguém me siga. Só aqueles que gostam de minha música”, declarou, refletindo sobre seu papel como uma resistência em um cenário musical que considera antimusical.
Reflexões sobre sua carreira
Com uma trajetória rica, Dori destaca a influência de sua família no seu desenvolvimento musical e critica a falta de originalidade no atual cenário. Ele menciona parcerias com grandes nomes como Paulo César Pinheiro e expressa seu descontentamento com a superficialidade que observou entre os novos artistas. “A música brasileira era sadia, agora virou uma busca pelo sucesso fácil”, lamenta.
O legado de Dori Caymmi
Caymmi, que já trabalhou com ícones como Tom Jobim e Gal Costa, permanece firme em sua posição de defender a qualidade na música. Seu novo disco, produzido por Jorge Helder, é uma declaração de princípios em um mercado que, segundo ele, se afastou do que realmente importa na arte musical. Ele diz: “Toda a música que eu faço, ultimamente, é utópica. Meu disco não tem a menor possibilidade de uma divulgação decente. É uma coisa do passado.”
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










