Ex-presidente diz que não deixará o país novamente após renúncia em 2019

Evo Morales, em seu refúgio na Bolívia, garante que não abandonará o país novamente e critica o próximo governo.
Em um acampamento na Bolívia, Evo Morales, 65, garante que desta vez não será forçado a deixar o país, como aconteceu em 2019. Na entrevista, realizada antes das eleições do dia 19, ele expressou a intenção de defender os programas sociais criados durante seu governo, antecipando os desafios que um novo governo à direita pode enfrentar.
Rotina no refúgio
O ex-presidente reside em Lauca Ñ, próximo a Villa Tunari, cercado por indígenas que se comprometem a protegê-lo. Apesar de estar sob acusações, como corrupção e abuso, até agora não houve tentativas de detê-lo. Morales mantém uma rotina de exercícios e gestão política, despachando em um escritório que imita a sala presidencial que ocupou de 2006 a 2019.
Expectativas eleitorais e posições
Morales criticou a expectativa de um governo de direita, afirmando que a maioria da população não deseja os candidatos atuais. Ele destacou que a luta pela manutenção dos direitos sociais é uma prioridade, prometendo resistência caso os benefícios sociais sejam ameaçados. A situação econômica da Bolívia também preocupa, com reservas internacionais em queda acentuada.
Desafios futuros
Enquanto se prepara para os possíveis desafios que podem surgir após as eleições, Evo Morales se posiciona como um líder que permanecerá ativo no cenário político. Ele enfatiza a importância de não permitir retrocessos nos direitos sociais conquistados, mesmo diante de um novo governo adversário. Com uma base de apoio forte, ele pretende mobilizar a população para garantir seus direitos.










