Deputado utiliza emendas para regularizar via questionável

Deputado federal é acusado de desmatamento ilegal para abrir estrada no Acre, com máquinas compradas com emendas parlamentares.
Na floresta amazônica, em Porto Walter, no Acre, uma estrada foi aberta com máquinas compradas por meio de emendas parlamentares, resultando em desmatamento ilegal. O deputado federal Zezinho Barbary (PP-AC) utilizou recursos para regularizar a via que ele mesmo abriu, desrespeitando a legislação ambiental.
O papel do deputado e o impacto na comunidade
Durante seu discurso na Câmara dos Deputados, Barbary protestou contra o fechamento da estrada, mas omitiu que a construção da via violou leis ambientais e invadiu terras indígenas. A estrada, que liga Porto Walter a Cruzeiro do Sul, leva seu sobrenome e foi marcada por desmatamento desde seu início, em 2015. O Ministério Público Federal abriu uma investigação sobre o caso após denúncias de danos causados às comunidades locais.
A defesa de Barbary
Em entrevista, Barbary afirmou que faria tudo de novo e considerou as exigências legais como “burocracia”, justificando suas ações como necessárias para atender ao clamor da população local. Ele negou ter agido em benefício próprio, mas sua gestão como prefeito foi marcada por diversas irregularidades.
Consequências legais e sociais
O desmatamento ilegal levou a multas e embargos das obras, mas Barbary continuou avançando com a construção. Recentemente, o Ministério Público apresentou uma ação civil pública, e a Justiça determinou que a estrada fosse fechada, resultando em ameaças a líderes indígenas que se opuseram à obra. O caso revela a complexa relação entre política, meio ambiente e direitos indígenas no Brasil.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










