Um cessar-fogo entre Israel e o Hamas entrou em vigor nesta sexta-feira (10), às 12h no horário local (6h em Brasília), trazendo um alívio esperado após dois anos de conflito intenso na Faixa de Gaza. O acordo, mediado por Egito, Catar, Turquia e com apoio dos Estados Unidos, visa pôr fim a hostilidades que desestabilizaram o Oriente Médio. O Exército israelense iniciou o reposicionamento de suas tropas, marcando o início da implementação dos termos da trégua.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aprovou o cessar-fogo durante a madrugada, após a apresentação de um plano proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A aprovação ocorreu em meio a relatos de intensos bombardeios israelenses em diversas áreas de Gaza. Palestinos que se reuniram em Wadi Gaza, no centro do território, começaram a se deslocar para o norte após o anúncio da trégua.
Detalhes do acordo revelam que Israel se comprometeu a libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo mulheres e crianças. Além disso, a fronteira entre Gaza e Egito será aberta para permitir a entrada de ajuda humanitária essencial. Khalil al-Hayya, líder do Hamas, assegurou que mediadores internacionais garantiram o fim da guerra.
“Declaramos hoje que chegamos a um acordo para acabar com a guerra e a agressão contra nosso povo”, disse Al-Hayya em pronunciamento televisionado, transmitindo uma mensagem de esperança à população palestina. Para monitorar o cumprimento do cessar-fogo, os EUA enviarão cerca de 200 soldados para integrar uma equipe internacional.
As próximas fases do acordo se concentrarão na libertação dos reféns ainda detidos em Gaza. Israel estima que 20 dos 48 sequestrados estejam vivos. Paralelamente, discussões futuras abordarão questões complexas como a governança da Faixa de Gaza no pós-guerra e o desarmamento do Hamas. Trump enfatizou que o desarmamento será um componente crucial da segunda fase do acordo.
O anúncio do cessar-fogo gerou cenas de comemoração tanto em Israel quanto na Palestina. Em Tel-Aviv, na Praça dos Sequestrados, israelenses celebraram com cânticos e bandeiras, expressando alívio com o progresso. “Se eu tenho um sonho, é ver Matan dormir em sua própria cama”, declarou Einav Zangauker, mãe de um refém israelense, emocionando a todos com seu desejo.










