Milhares de manifestantes se reuniram no centro de São Paulo em mais um protesto pró-Palestina, demonstrando solidariedade aos ativistas presos por Israel ao tentar furar o bloqueio naval na Faixa de Gaza. O ato também denunciou a violência da marinha israelense e a suposta falta de ação do governo brasileiro, especialmente em relação à segurança dos 14 brasileiros entre os detidos. A manifestação ocorreu no domingo (5).
Os participantes, concentrados inicialmente na Avenida Paulista, caminharam até a Praça Roosevelt, carregando cartazes e entoando palavras de ordem. O grupo, heterogêneo, incluía representantes de partidos políticos, sindicatos, brasileiros de origem árabe e organizações estudantis, unidos na causa palestina. Eles cobram uma postura mais enérgica do governo brasileiro.
Ziad Saifi, comerciante de origem libanesa, expressou a motivação do protesto: “O principal motivo da gente estar aqui hoje é pela luta pela liberdade e pelo fim do genocídio que acontece na Palestina.” Ele acrescentou: “Também para demonstrar nossa solidariedade à flotilha, que foi sequestrada pelo estado de Israel em áreas de águas internacionais”.
O jornalista Bernardo Cerdeira, veterano da causa palestina, resumiu as exigências: “Trazemos a exigência que o governo brasileiro, o governo Lula, rompa relações diplomáticas e comerciais com o Estado de Israel.” Ele defendeu ainda o fim do que chamou de “métodos inclusive nazistas” por parte de Israel e a criação de uma “Palestina livre do rio ao mar”.
A Flotilha Global Sumud, com cerca de 50 embarcações e 461 ativistas, visava entregar doações de alimentos e remédios na Faixa de Gaza, buscando aliviar o impacto do bloqueio israelense. Todos os barcos foram interceptados e os tripulantes presos, gerando denúncias de violência não justificada, como a suposta agressão à ativista Greta Thunberg.
Entre os detidos, 14 são brasileiros. O Ministério das Relações Exteriores, em nota, defendeu que a interceptação fere o direito internacional de liberdade de navegação e classificou a detenção dos ativistas como “ilegal”. A pasta exigiu que Israel seja responsabilizado por quaisquer atos ilegais e violentos e garanta a segurança dos ativistas.
Fonte: http://agorarn.com.br










