O Banco Central (BC) intensificou a luta contra golpes e fraudes no sistema Pix. A partir deste sábado, chaves utilizadas em atividades ilícitas serão bloqueadas, conforme informações fornecidas pelas instituições financeiras. Essa medida representa um avanço significativo na segurança das transações instantâneas.
De acordo com o BC, o bloqueio das chaves fraudulentas é mais um passo para fortalecer a segurança do Pix. A decisão foi tomada durante a última reunião do Fórum Pix, um comitê consultivo que reúne cerca de 300 participantes do sistema financeiro e da sociedade civil. O Fórum tem como objetivo auxiliar o BC na definição de regras e procedimentos para o sistema.
Essa ação se soma a outras medidas recentes para coibir fraudes no Pix. No início de setembro, o BC já havia limitado a R$ 15 mil as transferências via Pix e TED para instituições de pagamento não autorizadas. Essa restrição visava mitigar o risco de movimentações financeiras suspeitas.
A medida anterior foi impulsionada por investigações da Polícia Federal (PF) que revelaram o uso de fintechs para lavagem de dinheiro pelo crime organizado. As operações Carbono Oculto, Quasar e Tank expuseram movimentações financeiras suspeitas que ultrapassam R$ 50 bilhões, demonstrando a urgência de medidas mais rigorosas.
Além disso, em setembro, o BC determinou que as instituições de pagamento rejeitem transações destinadas a contas com histórico de fraude. As instituições financeiras devem utilizar sistemas eletrônicos e bancos de dados para identificar contas suspeitas e informar o remetente sobre a rejeição da transação. O prazo para implementação dessas medidas é até 13 de outubro.
Outra medida importante é a obrigatoriedade de oferecer um botão de contestação de transações nos aplicativos bancários. Desde o dia 1º de outubro, o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado em 2021 para ressarcir vítimas de golpes, se tornou 100% digital, facilitando o processo de recuperação de valores.
Fonte: http://agorarn.com.br










