O Ministério da Saúde revelou um aumento preocupante no número de casos suspeitos de intoxicação por metanol em todo o país, atingindo a marca de 113. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista à CNN Brasil, levantando um sinal de alerta para as autoridades e a população. A origem das intoxicações, contudo, ainda carece de confirmação, não sendo possível determinar se todos os casos estão relacionados ao consumo de bebidas alcoólicas.
Novos estados entraram para a lista de áreas com registros suspeitos, incluindo Bahia (2 casos), Paraná (1 caso) e Mato Grosso (1 caso). Diante da dispersão geográfica dos casos, o ministro Padilha enfatizou a importância da atuação da Polícia Federal nas investigações. “Número de casos suspeitos e presentes em outros estados reforça a participação da Polícia Federal na investigação por ser uma situação interestadual”, declarou.
Até o momento, o país contabiliza uma morte confirmada por intoxicação por metanol, cuja ligação com o consumo de álcool ainda não foi detalhada. Além disso, outras 11 mortes suspeitas estão sendo investigadas em diferentes regiões do território nacional, aumentando a apreensão em relação à gravidade da situação.
Em resposta à crise, o Ministério da Saúde anunciou a compra emergencial de antídotos para intoxicações por metanol. O objetivo é garantir que estados e municípios tenham os recursos necessários para o tratamento de vítimas que possam ter consumido bebidas alcoólicas adulteradas.
Para reforçar o estoque de medicamentos, o governo pretende adquirir 150 mil ampolas de etanol farmacêutico. Adicionalmente, a Anvisa está buscando a aquisição de Fomepizol, outro antídoto eficaz, junto a produtores e agências internacionais. “Determinamos a compra emergencial de 150 mil ampolas de etanol farmacêutico para reforçar estados e municípios no tratamento de vítimas”, informou o ministro Padilha em suas redes sociais.
Fonte: http://agorarn.com.br










