A Câmara dos Deputados deu um passo significativo em direção à revisão da tabela do Imposto de Renda, aprovando um projeto que eleva a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A medida, que agora segue para análise do Senado, promete aliviar o fardo tributário de milhões de brasileiros, caso seja sancionada pelo presidente Lula.
A isenção do Imposto de Renda, em sua essência, representa a não obrigatoriedade de pagamento do tributo sobre determinados rendimentos, conforme estipulado pela Receita Federal e definido por legislação. Atualmente, a regra isenta aqueles que recebem até R$ 3.036 mensais, abrangendo cerca de 15,2 milhões de contribuintes.
Com a possível aprovação do novo projeto, o cenário se transformaria. A partir de 2026, quem recebe até R$ 5 mil por mês estaria isento do Imposto de Renda. Para salários entre R$ 5.001 e R$ 7.350, haveria um desconto progressivo, enquanto aqueles com renda superior a R$ 7.350 continuariam a ser tributados pelas regras atuais.
Os impactos financeiros dessa mudança são notáveis. Para exemplificar, um trabalhador com salário de R$ 5 mil teria uma economia de R$ 312,89 por mês, totalizando R$ 4.067 ao ano, considerando o 13º salário. Já para quem ganha R$ 7 mil, o ganho seria mais modesto, de aproximadamente R$ 19,98 mensais.
A expectativa é que mais de 10 milhões de brasileiros sejam beneficiados com a ampliação da faixa de isenção, elevando o número total de isentos para 26,6 milhões, o que corresponde a 65% dos declarantes. Contudo, essa medida tem um custo estimado de R$ 25,8 bilhões para o governo em 2026.
Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê a criação de uma taxação de 10% sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais, ou R$ 600 mil ao ano. A ampliação da isenção do Imposto de Renda foi uma promessa de campanha do presidente Lula, refletindo o compromisso de aliviar a carga tributária sobre as famílias de menor renda.
Fonte: http://agorarn.com.br










