Análise sobre o impacto da política econômica no déficit brasileiro

Mudanças na política econômica são urgentes para mitigar os elevados juros e o déficit nominal no Brasil.
Mudanças na política econômica são urgentes para mitigar os elevados juros e o déficit nominal no Brasil, que deve atingir R$ 1 trilhão em 2024, sendo que 95% desse valor se relacionam aos juros governamentais. A dívida líquida do setor público cresceu de R$ 208 bilhões em 1995 para R$ 7,316 trilhões em 2024, um aumento de R$ 7,1 trilhões.
Impacto dos juros sobre o déficit
O superávit primário acumulado desde 1995 foi de R$ 1,08 trilhão, indicando que a maior parte do crescimento da dívida, cerca de R$ 6 trilhões, foi decorrente do pagamento de juros altos. Essas taxas elevadas não apenas expandem a dívida, mas também limitam o financiamento de investimentos necessários para o desenvolvimento do país.
Propostas de mudança
O autor sugere a adoção de novas políticas, como a troca de operações pré-fixadas por pós-fixadas, utilizando um novo indexador: a Unidade Real Financeira (URF). Essa mudança visa reduzir os riscos financeiros e cambiais, permitindo que os juros reais sejam conhecidos no momento da contratação. A implementação de bandas cambiais ajudaria a estabilizar as cotações e a reduzir a volatilidade, controlando assim o risco cambial.
Futuro da política econômica
Com essas alterações, vislumbra-se a possibilidade de um “Plano Real II”, que introduziria uma nova moeda e manteria indicadores fundamentais, com o objetivo de reduzir a inflação inercial a cerca de 1% ao ano. O autor acredita que a experiência do Plano Real, que conseguiu reduzir a inflação de 47% mensal para 5% anual, pode ser replicada com as devidas adaptações.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










