Advogada questiona circunstâncias em torno das mortes

A advogada Josiane Monteiro levanta a possibilidade de cativeiro para os homens desaparecidos em Icaraíma, encontrados mortos em setembro.
Maringá – A declaração de óbito de três homens desaparecidos em Icaraíma, ocorrida em 5 de agosto, levanta a hipótese de que as vítimas não morreram na emboscada, mas podem ter sido mantidas em cativeiro. A advogada Josiane Monteiro, que representa as famílias, afirma que o documento não apresenta a data da morte, indicando que os homens ainda estariam vivos em um cativeiro.
Questões sobre a declaração de óbito
Josiane questionou o IML sobre a ausência da data da morte, que consta como “ignorada” no documento. Segundo a advogada, os três homens sofreram traumatismo cranioencefálico, politraumatismo e ferimentos por arma de fogo, mas ela acredita que não faleceram no local da emboscada. “As evidências estão claras com as marcas na Fiat Toro”, diz.
Análise das circunstâncias
Os corpos foram encontrados em 19 de setembro, 44 dias após o desaparecimento. A condição dos cadáveres, segundo a perícia, indicava que o estado de decomposição deveria ser mais avançado. Além disso, pertences das vítimas foram encontrados na cova onde estavam, incluindo o Registro Geral (RG) de Rafael, que estava dentro de seu tênis. Josiane destaca que isso pode indicar que ele estava se preparando para a identificação em caso de morte.
O que vem a seguir
O caso segue sob investigação, e a advogada espera que novas evidências surjam para confirmar a hipótese do cativeiro. As famílias buscam respostas e justiça para os desaparecidos, enquanto a comunidade local se mobiliza em busca de esclarecimentos sobre o crime.










