A declaração de óbito de Rafael Juliano Marascalchi, Robishley Hirnani de Oliveira e Diego Henrique Afonso, desaparecidos em Icaraíma desde 5 de agosto e encontrados mortos em 19 de setembro, sugere que eles podem não ter morrido na emboscada. A advogada Josiane Monteiro, que representa as famílias, destaca que a data da morte não foi informada, levantando a hipótese de cativeiro. A condição dos corpos e a localização de pertences pessoais reforçam essa teoria.

A advogada Josiane Monteiro sugere que os desaparecidos em Icaraíma podem ter sido mantidos em cativeiro antes de morrer.
Maringá – A advogada Josiane Monteiro, que representa as famílias de Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira, apresenta evidências que sugerem que os homens desaparecidos em Icaraíma não teriam morrido na emboscada do dia 5 de agosto. A declaração de óbito revela que as vítimas sofreram traumatismo cranioencefálico, politraumatismo e ferimentos por arma de fogo, mas não indica a data da morte, o que pode sugerir que tenham sido mantidos em cativeiro.
Detalhes da declaração de óbito
A declaração de óbito dos três homens, que foram encontrados mortos em 19 de setembro, não apresenta a data da morte, apenas a informação de que foi “ignorada”. Josiane questionou o Instituto Médico Legal (IML) sobre essa ausência. Além disso, todos os três apresentaram as mesmas causas de morte, levantando novas questões sobre o que realmente ocorreu durante a emboscada.
Análise das evidências
Josiane Monteiro afirma que as marcas na caminhonete Fiat Toro são evidências claras de que a emboscada realmente ocorreu, mas acredita que as vítimas não morreram naquele momento. “Estamos certos de que eles não morreram no momento da emboscada”, afirmou a advogada. A condição dos corpos também foi um ponto de destaque, pois, 44 dias após o desaparecimento, o estado de decomposição deveria ser mais avançado.
Pertences encontrados
Pertences pessoais foram descobertos na cova onde os corpos estavam, incluindo o Registro Geral (RG) de Rafael encontrado dentro de seu tênis. Josiane sugere que Rafael pode ter colocado o RG ali para facilitar sua identificação em caso de morte, indicando uma possível expectativa de que algo pudesse acontecer com ele.
A investigação segue em aberto, enquanto as famílias buscam respostas sobre o que realmente aconteceu com seus entes queridos.










