Deficit primário do governo em 2026 pode chegar a R$ 45 bilhões


Estimativa da IFI contrasta com superavit projetado pelo governo

Deficit primário do governo em 2026 pode chegar a R$ 45 bilhões
Foto: O Relatório de Acompanhamento Fiscal foi publicado nesta 5ª feira (18.set)

A IFI estima um deficit primário de R$ 45 bilhões para o governo em 2026, enquanto o governo projeta superavit de R$ 34,5 bilhões.

A IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado projetou um deficit primário de R$ 45 bilhões para o governo em 2026, contrastando com a expectativa do governo Lula de um superavit de R$ 34,5 bilhões. O Ploa (Projeto Lei Orçamentária Anual) enviado ao Congresso mostra uma receita primária líquida de R$ 2,577 trilhões, mas a IFI estima um valor inferior em R$ 90,1 bilhões.

Divergências nas projeções da IFI e do governo

A IFI identificou que o governo incluiu na sua projeção receitas que não foram consideradas na avaliação independente, como a alienação do direito à apropriação do excedente em óleo e a redução de benefícios tributários. Mesmo considerando essas receitas, a IFI aponta que será necessário um esforço adicional de R$ 14 bilhões para alcançar a meta de resultado primário. Além disso, a IFI espera um crescimento do PIB de apenas 1,7%, enquanto o governo projeta 2,4%.

Impacto das estimativas sobre a meta fiscal

As estimativas divergentes para o IPCA também geram incertezas. A IFI prevê uma inflação de 4,3% ao ano, em comparação com 3,6% estimados pelo Ministério da Fazenda. Essas discrepâncias ressaltam os desafios que o governo enfrenta para alcançar a meta fiscal de superavit de 0,25% do PIB em 2026, que exige um saldo positivo de R$ 34,3 bilhões. O relatório destaca a necessidade urgente de receitas adicionais que dependem da aprovação do Congresso e das transações tributárias.

Cenário fiscal e necessidade de ajustes

A IFI alerta que o cenário fiscal é apertado e que o governo precisa garantir receitas incertas, somando R$ 60,7 bilhões, para estabilizar a relação dívida-PIB. A aprovação de isenções fiscais, como a do IRPF, também pode afetar negativamente as contas públicas. Com isso, a IFI indica que o governo deve se esforçar para apresentar resultados consistentes em suas contas, evitando déficits que possam comprometer a recuperação econômica do país.


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