Um cenário de abandono e negligência chocou Aracaju. O proprietário e o administrador de um foodpark localizado na Orla de Atalaia foram indiciados pela Polícia Civil por maus-tratos a animais. A descoberta macabra incluiu o resgate do corpo em decomposição de uma arraia negra e peixes ornamentais em um aquário em condições deploráveis.
As autoridades descreveram a cena como de extrema negligência. O aquário, que deveria ser uma atração para o público, apresentava água turva, fétida e com um nível muito abaixo do recomendado para a vida aquática. No meio do caos, a arraia negra, também conhecida como arraia xingu, já estava em avançado estado de putrefação, servindo de alimento para os peixes sobreviventes, das espécies lambari, mato grosso e bagre.
“Os investigadores se depararam com uma cena de extrema negligência”, afirmou o delegado Flávio Albuquerque, titular da Delegacia Especializada de Proteção Animal e Meio Ambiente (Depama). A Seção de Medicina Veterinária Forense do Instituto de Criminalística foi acionada para realizar a perícia no local e a necropsia do animal, visando determinar a causa da morte e fortalecer as provas do crime. Os peixes resgatados foram encaminhados ao Oceanário de Aracaju para receberem os cuidados necessários.
Além do processo criminal movido pela Depama, o proprietário do foodpark também foi autuado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A multa administrativa aplicada ao estabelecimento alcançou o valor máximo de R$ 3 mil por infrações ambientais. A investigação permanece em andamento sob a responsabilidade da Depama.
A população pode colaborar com as investigações denunciando casos de maus-tratos a animais de forma sigilosa através do Disque-Denúncia, no número 181, ou pelo aplicativo da corporação. A colaboração da comunidade é crucial para garantir a proteção dos animais e responsabilizar os culpados.
Fonte: http://infonet.com.br










