A diretora do Setor de Ciências Jurídicas é alvo de ataque em meio a tumulto

A professora Melina Fachin, da UFPR, foi alvo de hostilidade após polêmicas envolvendo políticos da direita.
A professora Melina Girardi Fachin, diretora do Setor de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e filha do ministro Edson Fachin, foi alvo de uma cusparada e xingamentos na manhã da última sexta-feira (12). O ataque ocorreu na saída do prédio da universidade, quatro dias após um tumulto envolvendo o vereador Guilherme Kilter e o advogado Jeffrey Chiquini, que tentaram forçar a entrada no campus para participar de uma palestra cancelada.
O ataque e suas consequências
Um homem branco, sem se identificar, se aproximou e desferiu uma cusparada na professora, xingando-a de “lixo comunista”. Este episódio é um exemplo claro de violência física e política, e também de violência contra a mulher, conforme relatou o advogado Marcos Rocha Gonçalves, esposo de Melina. A agressão aconteceu após o cancelamento do seminário “Como o STF tem alterado a interpretação constitucional”, que reuniria Kilter e Chiquini. Apesar de informados sobre a suspensão, os indivíduos tentaram forçar o acesso ao salão nobre da faculdade, onde foram bloqueados por alunos e professores.
Repercussões na comunidade acadêmica
A direção da faculdade classificou a conduta de Guilherme Kilter e Jeffrey Chiquini como uma tentativa de invasão da unidade. Em resposta à hostilidade, os dois reagiram abrindo uma ação judicial contra Melina Fachin e o reitor Marcos Sunyê, além de movimentarem uma campanha de repúdio aos dois em suas redes sociais. Este incidente não apenas destaca a polarização política no ambiente acadêmico, mas também levanta questões importantes sobre a segurança e o respeito no espaço universitário.
O que podemos aprender
Este triste episódio serve como um alerta sobre a crescente hostilidade e violência política que permeiam muitos ambientes, incluindo instituições de ensino superior. A necessidade de promover um diálogo respeitoso e de condenar a violência física e verbal é mais urgente do que nunca. A UFPR, assim como outras universidades, deve ser um espaço seguro para o debate acadêmico e a livre expressão de ideias.










