A atmosfera de protesto que se seguiu ao empate de 1 a 1 entre Atlético-MG e Santos, em partida válida pelo Brasileirão, ganhou contornos alarmantes. O goleiro Everson denunciou que sua filha de 13 anos, Melissa Rafaela, foi vítima de importunação sexual no estacionamento da Arena MRV, em Belo Horizonte, após o jogo. O caso gerou grande comoção e revolta.
Everson utilizou suas redes sociais para expressar sua indignação e clamar por justiça. “Não foram ofensas a minha pessoa ou ao meu trabalho, mas importunação pessoal e, por que não dizer, sexual a uma menina de 13 anos”, desabafou o goleiro, ressaltando a gravidade do ocorrido.
O goleiro já havia manifestado preocupação com comentários inadequados direcionados à filha em outras ocasiões. Em agosto, após uma postagem em celebração ao aniversário de Melissa, Everson se deparou com mensagens desrespeitosas e com conotação sexual, demonstrando o assédio constante enfrentado pela família.
O Atlético-MG se solidarizou com Everson e sua família, repudiando veementemente o ato criminoso. “Esse comportamento é inaceitável e não representa a torcida do Galo”, declarou o clube em nota oficial, prometendo colaborar com as autoridades na identificação e responsabilização dos envolvidos.
A diretoria do clube informou que tomará medidas administrativas cabíveis, com base no regulamento de uso da Arena MRV. A expectativa é que a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) inicie uma investigação para apurar o caso e punir os responsáveis pela importunação sexual contra a filha do goleiro.










