Contracheques dobraram comparados ao ano anterior

Juízes de São Paulo tiveram seus salários dobrados em 2025, atingindo média de R$ 145 mil. Tribunal justifica como pagamento de indenizações atrasadas.
Juízes de São Paulo tiveram seus salários e penduricalhos dobrar no 1º semestre de 2025, com uma média de R$ 145,9 mil por mês, comparado a R$ 72,8 mil no mesmo período do ano anterior. O Tribunal de Justiça do Estado alegou que essa alta é resultado de pagamentos de indenizações atrasadas que deveriam ter sido quitadas anteriormente.
Aumento expressivo nos contracheques
O aumento nos contracheques dos magistrados representa a maior alta em salários efetivos dentre todas as unidades da Federação. Os tribunais afirmam que os pagamentos seguem normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo férias não pagas e plantões trabalhados. O impacto disso no orçamento público é uma preocupação crescente, segundo especialistas.
Críticas à regularidade dos penduricalhos
Cristiano Pavini, da Transparência Brasil, criticou a inclusão de penduricalhos como a licença-compensatória e pagamentos retroativos, que inflacionam os salários. Para ele, esses pagamentos deveriam ser eventuais, mas acabaram se tornando recorrentes, comprometendo o orçamento e dificultando investimentos na Justiça.
Desigualdade no funcionalismo público
Eduardo Couto, do Movimento Pessoas à Frente, destacou que os supersalários revelam desigualdade no serviço público, desrespeitando o teto constitucional. A regulamentação é vista como essencial para evitar que penduricalhos se multipliquem e para garantir que despesas extras sejam eventuais e não habituais.
Próximos passos e possíveis soluções
A situação atual suscita debates sobre a necessidade de reformas e regulamentações mais rigorosas no sistema de remuneração dos juízes. Especialistas defendem uma revisão das práticas atuais para assegurar maior transparência e equidade no uso de recursos públicos.










