Cármen Lúcia usa Victor Hugo para discutir tentativa de golpe no STF


Ministra faz referência à literatura durante julgamento de ex-presidente

Cármen Lúcia usa Victor Hugo para discutir tentativa de golpe no STF
Cármen Lúcia durante julgamento no STF. Foto: Não informado

Durante o julgamento de ex-presidente, Cármen Lúcia cita Victor Hugo para abordar questões sobre golpe de Estado.

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), recorreu à literatura para reforçar sua posição no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de participação em tentativa de golpe de Estado em 2022. Durante a sessão, nesta quinta-feira (11), a magistrada leu um trecho da obra História de um Crime, de Victor Hugo, escrita entre 1851 e 1870, período em que o autor esteve exilado após se opor ao golpe de Estado de Napoleão III.

Reflexões de um clássico

Cármen Lúcia mencionou que a reflexão presente no texto permanece atual. No diálogo citado, uma autoridade é confrontada com a proposta de um decreto que configuraria golpe de Estado. Ao reconhecer a ilegalidade, afirma: “Nós somos os defensores da Constituição, afrontaríamos a Constituição. Nós, os homens da lei, violaríamos a lei”. A resposta recebida é a justificativa de que se trataria de um “golpe de Estado para o bem”.

A mensagem sobre o mal

A narrativa prossegue com a observação de que o mal não deixa de ser mal quando praticado em nome de um suposto bem, sobretudo quando alcança êxito. “Porque então ele se torna um exemplo e vai se repetir”, destacou a ministra, reproduzindo a obra. Essa reflexão traz à tona questões fundamentais sobre a legalidade e a moralidade em ações políticas, especialmente em momentos de crise como a tentativa de golpe de 2022.

Implicações para o futuro

O uso da literatura por Cármen Lúcia não só enriquece o debate jurídico, mas também provoca uma reflexão mais profunda sobre as consequências das ações políticas. A defesa da Constituição e da legalidade é um ponto central em sua argumentação, que busca evitar que precedentes negativos sejam estabelecidos no país.

Notícia feita com informações do portal: www.congressoemfoco.com.br


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