CPI do INSS aprova quebra de sigilos de Careca e associações


Investigação sobre desvios em aposentadorias avança com novas medidas

CPI do INSS aprova quebra de sigilos de Careca e associações
A CPI do INSS avança em suas investigações. Foto: Poder360

A CPI do INSS aprovou a quebra dos sigilos de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca, e de associações ligadas a desvios.

A CPI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS aprovou nesta 5ª feira (11.set.2025) a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele é apontado pela Polícia Federal como facilitador do esquema de desvios em aposentadorias e pensões. Antunes é esperado para depor na 2ª feira (15.set).

Detalhes da investigação

Segundo a PF, empresas ligadas a Antunes recebiam recursos de associações investigadas e depois os repassavam a pessoas ligadas às entidades ou a funcionários do INSS. O “Careca” teria movimentado R$ 53 milhões das associações e transferido ao menos R$ 9 milhões a funcionários do instituto. Além de Antunes, a CPI também quebrou os sigilos de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, afastado após a operação da PF, e de Maurício Camisotti, considerado outro operador-chave do esquema.

Reuniões e depoimentos

Stefanutto era ligado ao ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT), que pediu demissão depois do desgaste político. Ele foi ouvido na 2ª feira (8.set). A comissão ainda aprovou pedidos de relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sobre movimentações do Sindinapi (Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical). Não houve pedido para quebra de sigilo pessoal de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, vice-presidente da entidade e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Expectativas para os próximos passos

O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que os dados das entidades deverão cobrir o período desde a assinatura de seus acordos de cooperação técnica com o INSS até 2025. Na mesma 5ª feira, o colegiado também ouviu o ex-presidente do INSS e ex-ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos de Oliveira, que agora usa o nome Ahmed Mohammed Oliveira Andrade. A comissão já havia informado que ouvirá Antunes em 15 de setembro e Camisotti em 18 de setembro.


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