O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para um dia crucial no julgamento que apura a responsabilidade de Jair Bolsonaro e outros sete réus em relação à trama golpista. A sessão, que será retomada às 14h desta quinta-feira (11), promete definir o futuro dos acusados, com a expectativa de novas condenações e possíveis absolvições.
O julgamento ganhou contornos inesperados com o voto do ministro Luiz Fux, que, após mais de 11 horas de análise na quarta-feira (10), decidiu pela absolvição de Bolsonaro. A decisão surpreendeu a plateia presente na Primeira Turma, composta por advogados e deputados, gerando debates acalorados e intensificando a expectativa para os votos restantes.
Fux justificou sua decisão argumentando a ausência de provas robustas que pudessem incriminar Bolsonaro pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito, organização criminosa, dano qualificado e dano ao patrimônio tombado. “Não há provas suficientes para imputar ao réu Jair Messias Bolsonaro os crimes…”, declarou o ministro, conforme transcrito nos autos.
Além de Bolsonaro, Fux também votou pela absolvição do almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, e pela condenação de Mauro Cid por tentativa de abolição do Estado democrático de direito. A divergência entre o voto de Fux e o do relator do caso, Alexandre de Moraes, evidenciou a complexidade e as nuances do processo.
Com os votos já proferidos por Moraes e Flávio Dino, que se manifestaram pela condenação do ex-presidente, o placar parcial aponta para uma apertada disputa. A expectativa agora recai sobre os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que podem selar o destino de Bolsonaro e definir o desfecho deste emblemático julgamento.










