Em celebração ao 7 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre uma agenda que ressalta a importância da história e cultura afro-brasileira. Neste sábado, o presidente fará um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, antecedendo a uma sessão especial do filme ‘Malês’ no Cine Alvorada. O pronunciamento, com duração de 5 minutos e 25 segundos, será transmitido às 20h30.
Mais cedo, às 18h, Lula prestigiará a pré-estreia de ‘Malês’, filme dirigido por Antônio Pitanga, que narra a história da revolta dos Malês, uma das mais significativas insurreições de africanos escravizados no Brasil em 1835. A estreia nacional do longa-metragem está agendada para 2 de outubro, prometendo trazer à tona um capítulo fundamental da história brasileira.
Além da sessão com o presidente, o filme terá uma pré-estreia em Brasília neste domingo, no Cine Nave, seguida de um debate com a atriz Samira Carvalho. A produção já circulou por festivais nacionais e internacionais, despertando grande interesse pela abordagem da temática.
Em entrevista à Agência Brasil durante a Mostra de Cinema de Tiradentes, Antônio Pitanga expressou seu desejo de que o filme alcance um público amplo e diversificado. “O meu sonho era trazer à baila essa história que a escola não conta. E humanizá-la de tal maneira para poder interagir com o século 21”, afirmou o diretor, ressaltando a importância de levar a história da Revolta dos Malês para além das salas de cinema tradicionais, alcançando escolas, universidades e comunidades quilombolas.
‘Malês’ busca apresentar os personagens da revolta para além da condição de vítimas. “O meu filme não pode ficar só nas salas de cinema frequentadas por brancos de classe média. Eles também vão ver. Mas esse filme precisa chegar às escolas, à favela e ao quilombo”, complementa Pitanga. A obra se baseou no livro ‘Rebelião Escrava no Brasil’, do historiador João José dos Reis, que detalha os eventos da revolta e as punições sofridas pelos envolvidos.
O filme procura dar voz às individualidades dos revoltosos, explorando seus sonhos, tristezas e paixões, fugindo do estereótipo do escravo passivo. Com Rocco Pitanga e Camila Pitanga no elenco, filhos do diretor, o filme promete ser um marco na representação da história afro-brasileira no cinema nacional.










