Advogados argumentam que o caso deveria ser arquivado por prescrição.

A defesa do atacante Bruno Henrique pede a prescrição de uma denúncia por manipulação de resultados.
Nesta quinta-feira, a 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) discute uma denúncia contra o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, por suspeita de manipulação de resultados em uma partida do Campeonato Brasileiro. A defesa do jogador argumenta que o caso deve ser arquivado devido à prescrição.
Análise da preliminar no STJD
Durante a sessão, as defesas de Bruno Henrique e do Flamengo apresentaram suas argumentações sobre a prescrição do caso. O advogado Michel Assef Filho, que representa o clube, reiterou que a justiça deve ser feita em respeito ao atleta. Ele destacou que a partida, que gerou a denúncia, ocorreu em 1º de novembro de 2023, e a infração foi notificada apenas em 7 de agosto de 2024, quase dois anos depois.
A Comissão Disciplinar do STJD agora deve decidir se aceita ou não a preliminar sobre a prescrição. Se a decisão for favorável à defesa, o caso será encerrado sem a análise do mérito.
Contexto da denúncia
A acusação contra Bruno Henrique surgiu após um jogo contra o Santos, em que o jogador supostamente teria estabelecido um acordo com apostadores. O STJD afirmou que o atacante enviou mensagens para seu irmão, confirmando que receberia um cartão amarelo durante a partida. Essa situação gerou preocupações sobre a integridade do esporte e a ética desportiva.
Implicações legais e consequências
A denúncia contra Bruno Henrique foi feita com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O jogador pode ser enquadrado em diferentes artigos, que tratam de atos prejudiciais à equipe e manipulação de resultados. As possíveis penalidades incluem suspensão e multas que variam de R$ 100 a R$ 100 mil, dependendo da gravidade da infração.
As defesas argumentam que a prescrição é um fator crucial nesse processo, pois o tempo decorrido desde a suposta infração pode comprometer a validade da punição, caso seja imposta.
A decisão da Comissão Disciplinar não apenas impactará Bruno Henrique, mas também poderá influenciar o Flamengo, que busca proteger a imagem de seu atleta e a integridade do clube. A expectativa é de que a CD se pronuncie em breve sobre a aceitação ou rejeição da preliminar de prescrição.
Com a análise da situação, a complexidade do caso se torna evidente, levantando questões sobre a ética no esporte e a responsabilidade dos atletas em relação a suas ações dentro e fora de campo. Acompanhar a decisão da Comissão será fundamental para entender os próximos passos tanto para Bruno Henrique quanto para o Flamengo.










