Moraes dá 24h para defesa explicar entrevista de Bolsonaro e ameaça prender ex-presidente

Ministro do STF deu 24 horas para advogados explicarem vídeos e falas do ex-presidente nas redes sociais, mesmo após ordem de proibição. Caso não haja justificativa, prisão pode ser decretada. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os advogados de Jair Bolsonaro (PL) se manifestem em até 24 horas sobre o descumprimento de medidas cautelares que proíbem o ex-presidente de usar redes sociais e conceder entrevistas, direta ou indiretamente. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (22), três dias após a imposição das restrições. Entre as proibições impostas na última sexta-feira (18), estão o uso de redes sociais, o uso de tornozeleira eletrônica, o toque de recolher noturno e a proibição de contato com diplomatas e outros investigados. As medidas foram aplicadas após indícios de tentativa de interferência nos processos em que Bolsonaro é réu, inclusive o que apura tentativa de golpe de Estado. Mesmo com as ordens, Bolsonaro participou de um evento na Câmara dos Deputados e teve sua fala registrada em vídeo, publicado por uma conta identificada como de apoio ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Nas imagens, ele mostra a tornozeleira eletrônica, critica a medida e diz que está sendo humilhado injustamente. “Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação em nosso país. Uma pessoa inocente. Covardia o que estão fazendo com um ex-presidente da República”, disse, em vídeo postado nas redes sociais. Leia mais: Perícia conclui: pen drive da casa de Bolsonaro é “irrelevante” em inquérito Moraes reforçou que a proibição de uso das redes inclui transmissões, retransmissões e qualquer veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de falas, inclusive feitas por terceiros. Ele também alertou que, se a defesa não justificar adequadamente a exposição de Bolsonaro nas plataformas digitais, poderá decretar a prisão do ex-presidente de forma imediata. A decisão representa um novo escalonamento na tensão entre o STF e o entorno de Bolsonaro, que vem criticando as medidas judiciais envolvendo as investigações sobre tentativa de golpe, milícias digitais e ataques às instituições. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Moraes diz que Bolsonaro pode ser preso se entrevistas forem publicadas

Descumprimento pode levar à prisão imediata; decisão amplia medidas já impostas contra o ex-presidente O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou nesta segunda-feira (21/7) as medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ampliando a proibição de uso de redes sociais. O despacho detalha que a restrição inclui “transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiros”. Moraes deixou claro que o uso de perfis de aliados, veículos de comunicação ou qualquer intermediário para divulgação de conteúdos configuraria tentativa de burlar a medida e acarretaria “revogação imediata e decretação da prisão” com base no artigo 312, §1º, do Código de Processo Penal. Contexto: medidas já em vigor A decisão se soma às restrições já impostas a Bolsonaro desde a operação autorizada por Moraes, que determinou uso de tornozeleira eletrônica, proibição de aproximação de embaixadas e limitação de circulação à noite e nos fins de semana. Também foi realizada busca em sua residência, resultando na apreensão de US$ 14 mil, R$ 8 mil e documentos ligados a ações judiciais movidas nos Estados Unidos contra Moraes, com apoio da estrutura de mídia do ex-presidente norte-americano Donald Trump. Leia mais: Governo Ratinho Junior bate recorde de investimentos no primeiro semestre de 2025 Essas medidas visam evitar que Bolsonaro tente buscar asilo político em representações diplomáticas, especialmente na embaixada americana em Brasília, e impedir que influencie processos em curso. O ministro considerou haver indícios de articulação entre Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, com o governo Trump para pressionar autoridades brasileiras e condicionar o fim das sanções comerciais dos EUA ao Brasil à aprovação de uma anistia para o ex-presidente e outros investigados. Investigações apontam articulação internacional Eduardo Bolsonaro, atualmente licenciado da Câmara e residindo nos Estados Unidos, teria atuado em encontros com integrantes do governo americano e aliados de Trump em busca de medidas contra a Justiça brasileira. Parte da investigação apura o envio de R$ 2 milhões do ex-presidente ao filho, quantia arrecadada por apoiadores via Pix. Leia mais: Perícia conclui: pen drive da casa de Bolsonaro é “irrelevante” em inquérito O inquérito inclui manifestações de Jair e Eduardo Bolsonaro em redes sociais agradecendo o apoio de Trump e reforçando a narrativa de que a retirada das sanções econômicas dependeria da anistia dos acusados de envolvimento na tentativa de golpe de Estado contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Decisão mantém respaldo jurídico A Primeira Turma do STF já referendou as medidas cautelares, com base em pedido da Polícia Federal e aval da Procuradoria-Geral da República. Especialistas em direito processual penal avaliam que, diante das evidências, as medidas têm amparo jurídico. Juristas destacam que as restrições buscam preservar a soberania nacional e garantir o andamento do processo sem interferência externa. Moraes, que tem sido alvo de sanções e críticas por parte de autoridades americanas, ressaltou que as cautelares estão vinculadas a indícios concretos de obstrução de Justiça. A determinação visa ainda impedir que Bolsonaro, impedido de deixar o país, utilize canais digitais para influenciar investigações ou mobilizar apoiadores. Risco de prisão por descumprimento Com a nova ampliação, qualquer tentativa de Bolsonaro de utilizar redes sociais, mesmo por meio de terceiros, será tratada como violação direta da medida. A pena prevista é prisão preventiva imediata, reforçando o cerco judicial sobre o ex-presidente. A defesa de Bolsonaro afirma que as medidas têm motivação política e estariam restringindo direitos fundamentais, enquanto Moraes sustenta que elas são necessárias para impedir “atos de obstrução e afronta à soberania nacional” no contexto do inquérito que apura articulações para pressionar o Judiciário e buscar apoio estrangeiro. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Vereadora é acusada de exibir vídeos reais de abuso infantil durante palestras contra pedofilia

Denúncia foi feita por ONG ao Ministério Público e à Polícia Civil A vereadora de Curitiba, Sargento Tânia Guerreiro (Podemos), é alvo de uma denúncia feita por uma ONG ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) e à Polícia Civil (PC). Segundo o ofício, a parlamentar teria exibido vídeos reais de abuso sexual infantil durante palestras contra a pedofilia. Os órgãos de investigação confirmaram que o caso está sob apuração, mas informaram que o procedimento corre em sigilo. A denúncia mais recente envolve uma palestra realizada em 10 de maio de 2024, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba. Cerca de 130 pessoas estavam na plateia quando, segundo a ONG Elos Invisíveis, a vereadora mostrou vídeos com cenas explícitas de abuso, incluindo crianças gritando. Em outra palestra, feita por Guerreiro em abril de 2025 em uma faculdade particular de Curitiba, a vereadora descreve em detalhes casos de violência sexual contra crianças e afirma manter os vídeos no próprio celular. Uma das pessoas que acompanhou a apresentação relatou que uma colega vomitou durante a exibição e outra saiu chorando. Segundo o relato, a vereadora justificou que os vídeos eram mostrados “para que as pessoas entendessem o que é pedofilia”. Essa não teria sido a primeira vez. Em 2021, durante uma palestra na Câmara de Matinhos, no Litoral do Paraná, a vereadora também teria apresentado imagens de ferimentos nos órgãos genitais de crianças supostamente abusadas. Leia mais: Pimentel freia a indústria da multa e muda a lógica dos radares em Curitiba A Câmara Municipal de Curitiba chegou a abrir uma sindicância, mas confirmou o arquivamento do caso sem dar detalhes. Em nota enviada à imprensa, a vereadora afirmou que “o conteúdo dessas palestras é exclusivamente destinado a maiores de 18 anos, com aviso claro e explícito”. Ela disse ainda que “a proteção da criança e a defesa de sua inocência são pautas inegociáveis que norteiam sua vida e seu mandato” e que acompanha o processo com “serenidade e responsabilidade”. A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da OAB-PR, Ana Lúcia Oliveira, afirmou que a exibição de imagens reais de violência sexual contra crianças, mesmo em contextos educativos, pode configurar crime. “Se comprovada a exibição desse tipo de material, há indícios de violação do artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata da posse e divulgação de pornografia infantil. A pena é de reclusão de um a três anos e multa”, disse. Ela também alertou para os riscos da exposição de conteúdo sensível sem mediação técnica. “Isso pode causar danos significativos, reforçar estigmas e comprometer políticas públicas sérias”, afirmou. A OAB-PR já enviou ofícios ao Ministério Público cobrando providências, mas lembra que não tem poder investigativo. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Zema vai lançar candidatura à Presidência em evento em São Paulo

Governador mineiro é o segundo chefe do executivo a anunciar pré-candidatura; Ronaldo Caiado também diz que vai concorrer O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), vai lançar oficialmente sua candidatura à Presidência da República no dia 16 de agosto, em um evento organizado pelo partido em São Paulo. A movimentação confirma que Zema entrou de vez na disputa nacional e busca ocupar o espaço da direita liberal nas eleições de 2026. O evento será realizado na capital paulista com a presença de cerca de 1.500 apoiadores e filiados da legenda. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi convidado e pode ser que participe por videoconferência, já que está proibido pela Justiça de deixar Brasília nos finais de semana. A presença, mesmo virtual, será visto como um gesto importante de aproximação. Zema quer se apresentar como um nome viável da direita moderada, alinhado a pautas econômicas liberais e de gestão, mas sem o discurso ideológico radical do bolsonarismo raiz. O lançamento servirá como ponto de partida para uma série de viagens pelo país, onde o governador pretende divulgar propostas e se tornar mais conhecido fora de Minas. Leia mais: Governo Trump revoga vistos de Alexandre de Moraes e outros sete ministros do STF Nos bastidores, o nome de Zema é visto como uma tentativa do Novo de voltar a ter protagonismo no cenário nacional, após a perda de relevância nas últimas eleições. A pré-candidatura também é observada por outros nomes da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União Brasil), que também se articulam para a disputa presidencial, este último inclusive com pré-candidatura já lançada. O partido ainda não confirmou se haverá outras lideranças no evento, mas a expectativa é de que o lançamento marque oficialmente a entrada de Zema na corrida pelo Palácio do Planalto. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Governo Ratinho Junior bate recorde de investimentos no primeiro semestre de 2025

Com R$ 3,95 bilhões aplicados em infraestrutura, obras e novos projetos, gestão estadual registra maior volume de investimentos para um primeiro semestre em 20 anos O Governo do Paraná investiu R$ 3,95 bilhões entre janeiro e junho de 2025, alcançando o maior volume de recursos aplicados em um primeiro semestre nos últimos 20 anos. O montante representa um aumento de 15,4% em relação ao mesmo período do ano passado e equivale a 14% de tudo o que foi investido pelo setor público estadual no país. “Esse resultado é fruto de um esforço contínuo para aprimorar a gestão pública, melhorar a execução orçamentária e garantir que o investimento realmente chegue aonde importa: na vida do cidadão paranaense. Nosso compromisso é com entregas concretas, que gerem desenvolvimento, qualidade de vida e resultados duradouros para o Estado”, diz o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. O destaque da aplicação está em obras públicas: só em infraestrutura, foram R$ 1,1 bilhão em rodovias, pontes, viadutos, obras em aeroportos, portos e na malha ferroviária. A área da saúde também recebeu R$ 322 milhões em investimentos, e a educação ficou com R$ 284 milhões, valores que incluem ampliações, reformas, compra de equipamentos e contratação de serviços. Leia mais: Perícia conclui: pen drive da casa de Bolsonaro é “irrelevante” em inquérito Ortigara atribui o desempenho ao modelo de gestão adotado pelo Executivo estadual, com controle de gastos, equilíbrio fiscal e planejamento de longo prazo. “Os números comprovam que o ritmo de entregas está mais acelerado, refletindo a eficiência da gestão pública e o foco em resultados concretos para a população”, conclui. Os dados, divulgados pelo Tesouro Nacional, colocam o Paraná como o segundo maior investidor público do Brasil no semestre, atrás apenas de São Paulo. O governo projeta ultrapassar os R$ 8 bilhões em investimentos até o fim do ano, o que pode significar um novo recorde histórico. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Moraes Impõe Restrições Severas a Bolsonaro: Proibição de Contato e Monitoramento Eletrônico

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma série de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo a proibição de contato com 191 pessoas, autoridades estrangeiras e embaixadores no Brasil. A decisão, imposta na última sexta-feira (18), ocorre no âmbito das investigações sobre um suposto atentado ao Estado Democrático de Direito. A lista de restrições abrange desde seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), até todos os investigados em diversas ações penais e inquéritos relacionados ao caso, além dos 132 embaixadores atuantes em Brasília. A determinação veda qualquer tipo de comunicação, seja ela direta, indireta ou por meio de terceiros, conforme o despacho do ministro. Adicionalmente, Bolsonaro está sujeito ao uso de tornozeleira eletrônica e a um toque de recolher, estando proibido de sair de sua residência entre 19h e 6h durante a semana, e em período integral nos fins de semana e feriados. Também foi estabelecida uma distância mínima de 200 metros das embaixadas e a proibição de utilizar redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Moraes justificou as medidas com a possibilidade de fuga do ex-presidente, embora o termo apareça poucas vezes nas 45 páginas da decisão. O ministro também autorizou o uso da força para o cumprimento dos mandados, incluindo arrombamento de portas e cofres, bem como busca pessoal nos presentes durante as diligências. A lista de pessoas com quem Bolsonaro está proibido de se comunicar inclui figuras como Augusto Heleno, Anderson Torres, Braga Netto, Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Silvinei Vasques e Paulo Figueiredo, entre outros militares, ex-assessores e aliados políticos. A medida alcança, ainda, indivíduos envolvidos em investigações sobre interferência institucional, abuso de poder e tentativas de subversão democrática. Fonte: http://www.conexaopolitica.com.br
Figueiredo: Eduardo Bolsonaro Interveio para Preservar Vistos de Alcolumbre e Motta nos EUA

O jornalista Paulo Figueiredo afirmou que os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), mantiveram seus vistos para os Estados Unidos, em meio a crescentes tensões entre autoridades brasileiras e o governo americano. A informação foi divulgada nas redes sociais. De acordo com Figueiredo, a preservação temporária dos vistos teria ocorrido a pedido do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Atualmente residindo nos EUA, Bolsonaro tem atuado como articulador de medidas internacionais contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco especial em Alexandre de Moraes. “Pelo que sei, foram preservados por enquanto, inclusive a pedido do Eduardo Bolsonaro”, escreveu o jornalista em sua conta na plataforma X/Twitter. Figueiredo sugere que a ação visa dar aos parlamentares uma “última chance de escolher o lado do Brasil ou o lado do Alexandre”, com consequências atreladas a essa decisão. A declaração de Figueiredo surge em um momento de aumento da pressão entre os Estados Unidos e o Brasil. Recentemente, o secretário de Estado Marco Rubio anunciou a revogação dos vistos de Alexandre de Moraes, aliados do STF e seus familiares, alegando perseguição política e censura a Jair Bolsonaro. Até o momento, os nomes de Hugo Motta e Davi Alcolumbre não foram incluídos na lista de sanções americanas. No entanto, segundo Figueiredo, ambos estariam sendo monitorados de perto pelo governo dos Estados Unidos, o que adiciona um novo elemento à complexa relação entre os dois países. Fonte: http://www.conexaopolitica.com.br
Perícia conclui: pen drive da casa de Bolsonaro é “irrelevante” em inquérito

Análise descarta dados significativos; PF também apreende dinheiro e documentos de ação internacional A Polícia Federal finalizou a perícia no pen drive apreendido num dos banheiros da residência de Jair Bolsonaro, em Brasília, durante operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. De acordo com fontes envolvidas no caso, o conteúdo analisado foi considerado irrelevante para o inquérito que investiga suposta coação à Justiça e ações contra a democracia por parte do ex‑presidente e de seu filho Eduardo Bolsonaro. As investigações estão centradas em possíveis crimes contra o Estado Democrático de Direito. O pen drive, que chegou ao laboratório do Instituto Nacional de Criminalística da PF, passou por uma análise minuciosa, com extração de dados completa, mas nada foi encontrado que pudesse sustentar ou avançar as suspeitas iniciais. Houve inclusive rumores na imprensa de que o dispositivo continha arquivos triviais — o que acabou comprovando sua irrelevância. Versão de Bolsonaro: objeto não é dele Questionado na última sexta‑feira (18), Bolsonaro afirmou desconhecer o pen drive. Segundo ele, “uma pessoa pediu para ir ao banheiro, eu apontei o banheiro, e voltou com um pen drive na mão. Nunca abri um pen drive na minha vida. Eu não tenho nem laptop em casa para mexer com pen drive. A gente fica preocupado com isso”. Leia mais: Requião se filia ao PDT ao lado de Carlos Lupi, investigado por fraudes no INSS A declaração reforça a suspeita de que o dispositivo não pertencia à casa do ex‑presidente, e a diligência foi registrada pelas câmeras corporais dos agentes, afastando alegações de plantio do dispositivo. Apreensões anteriores: eletrônicos, dinheiro e processo internacional Além do pen drive, a PF apreendeu o celular de Bolsonaro, cerca de US$ 14 000 em espécie, R$ 8 000 e uma cópia impressa de uma ação movida nos EUA pela plataforma Rumble, em parceria com a Trump Media & Technology Group, contra o ministro Alexandre de Moraes. Leia mais: Ratinho Junior se consolida como principal adversário de Lula no Sul, mostra pesquisa Genial/Quaest O volume de informações do celular ainda está em criptografia e em nuvem, o que torna a extração mais demorada, sem prazo definido para conclusão. Investigadores devem cruzar mensagens e dados em busca de eventual coordenação de pressões externas ou sinais de conspiração. Contexto: tensão jurídica e diplomática O conteúdo do pen drive foi visto como potencial peça-chave, dada a crescente pressão internacional no caso: a denúncia investiga se Bolsonaro e seu filho usaram canais nos EUA para tentar influenciar decisões sobre sanções ao Brasil. O envio da cópia da ação Rumble – que acusa Moraes de censura judicial e tem apoio da estrutura de mídia de Donald Trump – reforça o transversal alcance e complexidade do caso. Leia mais: Governo Trump revoga vistos de Alexandre de Moraes e outros sete ministros do STF No início de 2025, a Rumble e a Trump Media travaram ação legal nos EUA para anular decisões de Moraes contra contas e dados hospedados nos EUA, sob justificativa de proteção à liberdade de expressão norte-americana. A controvérsia gerou repercussão diplomática. O litígio entre os EUA e o STF agravou a crise, impactando na imposição de tarifas e restrições de visto a membros do Judiciário e do Executivo brasileiro. Próximos passos: foco no celular Com a conclusão da perícia no pen drive, a investigação avança para o conteúdo do celular. Técnicos da PF continuam o processo de extração, cruzamento e análise de dados. A previsão é de que esse material ofereça respostas sobre a articulação entre Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, em caso do envio ou tentativa de envio de mensagens ao governo americano visando sanções ou pressão judicial. O ministro Alexandre de Moraes mantém as cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica e restrições a Bolsonaro em contato com investigados. A continuidade desse inquérito pode levar a desdobramentos judiciais mais severos desde o aprofundamento das denúncias até eventual abertura de ações criminais por obstrução de Justiça. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!