Alexandre Curi admite que pode disputar o governo do Paraná, mas diz priorizar responsabilidade como presidente da ALEP

Presidente da Alep diz que coloca o governador como peça-chave na eleição do ano que vem O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (PSD), abriu o jogo e admitiu pela primeira vez que pode entrar na disputa pelo governo do estado em 2026. Em entrevista concedida à imprensa durante um evento do programa “Asfalto Novo, Vida Nova”, o deputado disse que seu nome está no radar para ser candidato ao Palácio Iguaçu e deixou claro que, se isso acontecer, vai contar com um reforço de peso: o governador Ratinho Junior (PSD). “O governador Ratinho Junior ainda não se posicionou, apenas disse que o seu candidato será do PSD. Ele colocou entre os nomes, o meu como possível candidato a sua sucessão, mas a gente tem que, nesse momento cumprir com a nossa responsabilidade. Ratinho como governador e eu como presidente da Assembleia”, disse Curi. Além de citar a possibilidade de pensar em um futuro político como chefe do executivo paranaense, Alexandre Curi reforçou que as negociações ficarão para o ano que vem e que, independente de para que cargo decida concorrer, Ratinho Junior ainda será o principal palanque eleitoral da disputa paranaense. Leia mais: Deputado quer barrar venda de bebidas falsificadas no Paraná “Eu não tenho dúvida que o governador Ratinho Junior será o maior cabo eleitoral das eleições do ano que vem. O candidato apoiado por ele, a partir do momento em que o governador deixar bem claro quem é o seu candidato, haverá um grande crescimento nas pesquisas”, disse Curi, destacando o papel decisivo que Ratinho Junior deve ter na sucessão estadual. Candidato do PSD segue incerto Além de Curi, também são cotados para a disputa interna no PSD o secretário estadual das Cidades, Guto Silva, e o ex-prefeito de Curitiba e atual secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca. Levantamentos recentes já mostraram que esse apoio pode ser decisivo. Pesquisa do Instituto IRG divulgada no mês passado aponta que um candidato apoiado por Ratinho Junior lidera a corrida ao Palácio Iguaçu com 41% das intenções de voto. Na sequência aparecem o senador Sergio Moro (União Brasil), com 22,5%, e um eventual candidato apoiado pelo presidente Lula, com 17,5%. Com mais de 80% de aprovação popular, segundo números do próprio governo, Ratinho deve ser o grande fiador da candidatura governista em 2026. E Alexandre Curi, aos poucos, vai se colocando como o nome natural para dar continuidade ao projeto. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Desaprovação ao governo Lula sobe para 57%, mostra pesquisa Quaest

É o pior índice desde o início do terceiro mandato; para 45%, gestão está abaixo do esperado A avaliação negativa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua em alta. Segundo a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (4), 57% dos brasileiros desaprovam a forma como Lula governa o país. É o maior índice de desaprovação desde o início do mandato, em janeiro de 2023. A aprovação caiu para 40%, enquanto 3% não souberam ou preferiram não opinar. A tendência de piora na avaliação do governo aparece em outros dados. Para 43% dos entrevistados, o trabalho de Lula até aqui é “negativo”, também a pior marca desde o início do governo. Outros 28% avaliam a gestão como “regular” e 26% como “positivo”. Além disso, 45% afirmam que o governo está “pior do que esperavam”. 44% acredita que a gestão Lula tem sido pior do que a de Jair Bolsonaro (PL). Leia mais: Petrobras anuncia nova redução da gasolina e preço deve cair 12 centavos no Paraná A pesquisa também mostra um aumento do pessimismo em relação ao rumo do país: 61% acham que o Brasil está indo na direção errada, contra 32% que veem o país no caminho certo. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 29 de maio e 1º de junho, em entrevistas presenciais em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Solidariedade e PRD vão oficializar federação no dia 11 de junho

Delegado Francischini será o presidente da nova aliança no Paraná e diz que objetivo é tirar o PT do poder O Solidariedade e o PRD vão formalizar uma federação partidária na próxima terça-feira (11), em Brasília. A união tem como foco fortalecer os partidos de direita nas eleições de 2026 e já tem liderança definida no Paraná: o delegado Fernando Francischini (Solidariedade) será o presidente da federação no estado. A criação da federação é permitida pela legislação eleitoral e obriga os partidos a atuarem juntos por pelo menos quatro anos, com funcionamento unificado no Congresso e nas disputas locais. Com isso, as siglas compartilham tempo de TV, fundo partidário e estratégia eleitoral. Leia mais: Fernando Francischini: da cassação inédita ao retorno à política Em entrevista ao Politiza, Francischini destacou que o novo grupo político pretende fazer frente ao governo Lula. O ex-deputado deixa explicito o tom oposicionista da federação: “A Federação formada pelo PRD e pelo Solidariedade vem para fortalecer os partidos de direita no Brasil. Precisamos de um movimento político forte que tenha por objetivo tirar o PT do poder. Não podemos mais admitir uma carga tributária tão elevada, sem falar na perda do poder aquisitivo de todos os brasileiros. Nós precisamos reagir.” A federação entre Solidariedade e PRD se soma a outros blocos já oficializados, como PT-PCdoB-PV e PSDB-Cidadania e PSOL-REDE e pode influenciar diretamente o tabuleiro eleitoral nas principais cidades do país. No Paraná, a expectativa é que o grupo tente impulsionar candidaturas alinhadas ao conservadorismo, com foco nas prefeituras de médio e grande porte. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Alexandre de Moraes manda prender Carla Zambelli e aciona a Interpol

Decisão suspende passaporte da deputada, bloqueia contas, imóveis e redes sociais O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar que a parlamentar deixou o país e estaria foragida, o que justificaria a necessidade de garantir a aplicação da lei penal. Além do mandado de prisão, Moraes determinou uma série de medidas para asfixiar as movimentações políticas e financeiras de Zambelli. O passaporte dela foi suspenso, e o nome da deputada será incluído na lista vermelha da Interpol, usada para localizar e prender foragidos da Justiça em qualquer país. A Câmara dos Deputados também foi notificada para suspender imediatamente o pagamento de qualquer verba parlamentar ao gabinete da deputada. E o cerco não para por aí: o Banco Central deve bloquear todas as contas bancárias ligadas a Zambelli, incluindo salários, transferências via Pix, uso de cartão de crédito e débito, investimentos, criptomoedas, ações e títulos. Veículos, imóveis, barcos e aeronaves em nome da deputada também entram no bloqueio. Leia mais: STF retoma julgamento para definir responsabilidade das big techs No campo digital, Moraes ordenou que redes sociais como Facebook, Instagram, TikTok, X (ex-Twitter), Telegram, YouTube, LinkedIn e GETTR suspendam os perfis de Zambelli. Além do bloqueio, as empresas devem repassar os dados cadastrais dela, preservar os conteúdos publicados e comprovar à Justiça o cumprimento das ordens. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 100 mil. E, para cada nova postagem que repita as condutas consideradas criminosas, a multa individual é de R$ 50 mil, inclusive se for publicada por terceiros. A ofensiva do STF atende a um pedido da PGR, que acusa Zambelli de promover ataques ao sistema eleitoral e ao Judiciário, mesmo depois de já ser alvo de outro inquérito no Supremo. A avaliação é de que, ao sair do país e declarar que não pretende voltar, ela estaria tentando fugir das consequências judiciais. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

STF retoma julgamento para definir responsabilidade das big techs

Decisão deve afetar diretamente como empresas como Google, Meta e X lidam com conteúdo publicado por usuários O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a julgar nesta quarta-feira (4) dois processos que vão definir até onde vai a responsabilidade das big techs, como Google, Meta (dona do Facebook e Instagram), e X (antigo Twitter), sobre o conteúdo que circula em suas plataformas. A decisão é considerada crucial para o futuro da internet no Brasil e deve estabelecer regras mais rígidas para a aplicação do Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014. Na prática, o STF vai decidir se as plataformas digitais devem ser responsabilizadas por publicações de terceiros mesmo quando não houver uma ordem judicial prévia determinando a remoção do conteúdo. Atualmente, segundo o Marco Civil, essas empresas só são obrigadas a retirar do ar conteúdos ilegais depois que a Justiça manda. exceto em casos de nudez e pornografia de vingança, por exemplo. Os ministros julgam dois recursos: um deles envolve o Google e um usuário que se sentiu ofendido por um conteúdo publicado no Orkut, rede social já extinta; o outro trata de críticas feitas a um empresário em uma página do Facebook. O relator dos dois casos é o ministro Dias Toffoli, mas a discussão é acompanhada de perto pelos demais integrantes da Corte, pelo Congresso e por representantes do setor. Julgamento cria jurisprudência A decisão vai funcionar como um marco regulatório sobre moderação de conteúdo, especialmente em tempos de desinformação e discurso de ódio nas redes. O julgamento também deve influenciar a tramitação do chamado “PL das Fake News” no Congresso Nacional, que ainda não foi aprovado. Leis mais: Justiça solta MC Poze do Rodo e critica prisão feita pela Polícia Civil do RJ Os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso votaram para ampliar as hipóteses de responsabilização das plataformas. O próximo a proferir seu voto é o ministro André Mendonça. O tema divide especialistas. De um lado, há quem defenda que responsabilizar as plataformas pode inibir a disseminação de conteúdo nocivo e obrigar as empresas a agirem com mais responsabilidade. De outro, há receios de que uma decisão nesse sentido possa levar à censura prévia e comprometer a liberdade de expressão na internet. O STF vai decidir, portanto, se as big techs podem ser responsabilizadas civilmente sem ordem judicial quando ficarem omissas diante de denúncias sobre conteúdo ilegal. Também pode fixar balizas para quando e como as empresas devem agir para retirar publicações que violem direitos de terceiros. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!