Bolsonaro chama ato em Brasília por anistia dos presos do 8 de Janeiro

Manifestação será liderada por Silas Malafaia; Michelle Bolsonaro vai representar o ex-presidente O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou seus apoiadores para um ato pela anistia dos presos do 8 de Janeiro, que ocorrerá em Brasília. A mobilização foi marcada para o dia 7 de maio, às 16h, na Torre de TV. O pastor Silas Malafaia será o principal organizador. Segundo ele, o protesto terá liderança definida e não haverá episódios de vandalismo. “Essa manifestação tem comando. Ninguém vai virar lata de lixo”, disse Malafaia. Foco no voto do ministro Luiz Fux Durante o evento, os organizadores pretendem dar visibilidade ao voto do ministro Luiz Fux no julgamento de Débora Rodrigues. Acusada de pichar a estátua A Justiça com batom, Débora recebeu a defesa de Fux, que sugeriu uma pena de apenas 1 ano e 6 meses. Em contraste, Alexandre de Moraes votou por 14 anos de prisão. Michelle Bolsonaro estará presente Embora seja o principal nome do ato, Jair Bolsonaro não comparecerá pessoalmente. O ex-presidente segue internado após uma cirurgia no intestino. No entanto, sua esposa, Michelle Bolsonaro, vai representar a família Bolsonaro no protesto. Leia mais: Barroso descarta anistia para 8 de Janeiro: “O que aconteceu é imperdoável” A manifestação será transmitida ao vivo nas redes sociais de Malafaia. Outras lideranças religiosas, como Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, e Abner Ferreira, da Assembleia de Deus de Madureira, também confirmaram presença. Mobilização nacional pela anistia Esse não é o primeiro ato do tipo. Protestos anteriores aconteceram no Rio de Janeiro, em março, e em São Paulo, em abril. Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, a oposição já conseguiu 262 assinaturas para acelerar o projeto de lei que concede anistia aos condenados do 8 de Janeiro. Mesmo assim, a proposta ainda aguarda votação. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Governo Federal assina concessão dos lotes 3 e 6 do novo pedágio no Paraná

Governador Ratinho Junior esteve em Brasília para participar da solenidade Representantes do Governo Federal assinaram na tarde desta segunda-feira (28) os contratos de concessão dos lotes 3 e 6 do novo modelo de pedágio do Paraná. A cerimônia ocorreu em Brasília, no Palácio do Planalto, com a presença do governador Ratinho Junior (PSD), além de ministros, lideranças políticas paranaenses e representantes das empresas vencedoras dos leilões. Os dois lotes integram o novo sistema de concessões rodoviárias do Estado, que promete tarifas mais baixas e obras de modernização em rodovias estratégicas. Juntos, os lotes somam mais de 1,8 mil quilômetros de estradas federais e estaduais que agora passarão a ser administradas pela iniciativa privada. O Lote 3, leiloado em março, foi arrematado pela CCR S.A. Já o Lote 6 ficou com o Grupo EPR, que também venceu a disputa pelo Lote 2 realizada na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Durante o evento, o governador Ratinho Junior destacou o crescimento acima da média do Paraná. “A nossa atividade econômica apareceu com 8.2% de crescimento. Esse crescimento foi fruto de um grande planejamento que começou em 2019. Nós começamos a nos dedicar para que o Estado se consolidasse em duas áreas importantes: transformar o Paraná no supermercado do mundo e a consolidação do Paraná como uma central logística da América do Sul. Nós passamos a organizar o Porto de Paranaguá e fizemos uma proposta ao Governo Federal, de juntar as rodovias estaduais com as federais, para que essas concessões pudessem ser levadas juntas ao setor privado, de modo que conseguíssemos buscar investidores que tivessem investimento robusto. Esses 6 lotes fizeram com que a gente criasse o maior pacote de concessão rodoviária da América Latina”, detalhou o chefe do executivo paranaense. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participou da cerimônia, apesar de ter sido previamente confirmado. De acordo com o Ministro dos Transportes, Renan Filho, a ausênncia de Lula se deu devido a viagem para participar do velório do Papa Francisco, no Vaticano. O ministro destacou que a viagem acabou represando atividades e que o presidente precisou realizar outras ações que acabaram atrasando, principalmente ações voltadas ao feriado do Dia do Trabalho, celebrado na próxima quinta-feira (1). Ainda em sua fala, o ministro dos Transportes, ressaltou que os contratos preveem investimentos de cerca de R$ 30 bilhões nos próximos 30 anos e que estão previstas duplicações, construção de terceiras faixas, obras de segurança viária e manutenção constante das vias. “Do cara que planta aquele que roda o supermercado vendendo, todo mundo ganha quando perde-se menos tempo nas rodovias e correm-se menos riscos na rodovia. Quem paga a manutenção e o investimento é exatamente o mais pobre. Por isso, é tão importante a gente fazer essa mudança de perspectiva, porque esse é um modelo justo, que garante os investimentos que o desenvolvimento do Estado precisa e que vai mudar paradigmas”, explicou Renan Filho. Pedágios são diferentes do antigo Anel de Integração O novo modelo de concessão, diferente do sistema anterior, foi estruturado com base na menor tarifa e prevê mecanismos de controle rigorosos para evitar atrasos nas obras e garantir que os descontos sejam repassados efetivamente aos usuários. O ministro dos Transportes, Renan Filho, ressaltou que o Paraná está se tornando referência nacional na modelagem de concessões. “Esse novo pedágio é resultado de diálogo e de uma construção coletiva que respeitou a população, o setor produtivo e os interesses do Paraná”, disse. Leia mais: Progressistas e União Brasil confirmam federação e abrem disputa pela candidatura ao Governo do Paraná O diretor-presidente da EPR Rodovias, José Carlos Cassaniga celebrou a participação ativa da empresa na infraestrutura paranaense. “A EPR se sente muito honrada com mais essa oportunidade de contribuir com o desenvolvimento sustentável de importantes regiões brasileiras, por meio de atuações concentradas de salvar vidas nas rodovias, promovendo investimentos consistentes e serviços de excelência aos nossos usuários. Os investimentos realizados vão gerar mais de 180 mil empregos. A nova concessionária terá foco para que cada trecho das rodovias que compõem esse lote esteja adequado para a segurança dos usuários”, comentou. Eduardo Camargo, diretor-presidente da Motiva Rodovias, a antiga CCR Rodovias, afirma que voltar ao Paraná é uma grande satisfação. “Quando fomos estudar a concessão, nós ficamos muito surpresos com o crescimento do tráfego. No nosso trecho nós vamos fazer um investimento de cerca de R$ 11 bilhões. Independente da assinatura do contrato ou não, a gente já colocou a turma para trabalhar, o investimento para rodar. A geração de emprego já está muito presente”. As primeiras praças de pedágio sob as novas concessões devem começar a operar nos próximos meses, após a conclusão de processos administrativos e o início das operações assistidas. O Lote 3 integra o chamado Corredor Norte, que conecta o interior do Paraná ao Porto de Paranaguá, além de interligar o Estado com Santa Catarina e São Paulo. Já o Lote 6 passa por 32 municípios que liga a região Oeste, nas fronteiras com o Paraguai e Argentina, ao Porto de Paranaguá. Essa assinatura marca mais um passo na renovação do sistema de pedágio paranaense, que ficou sem cobrança desde o fim dos antigos contratos, em novembro de 2021. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Ex-juíza diz ter sido pressionada por Moro para acobertar irregularidades na Lava Jato

Luciana Bauer relata sumiço de documentos e pressão para manter presos A ex-juíza Luciana Bauer relatou que uma decisão assinada por ela, que determinava o cumprimento de ordem do Superior Tribunal de Justiça (STJ), simplesmente desapareceu do sistema eletrônico da Justiça. Segundo Bauer, as diretoras do tribunal sabiam da ocultação de habeas corpus e da exclusão de documentos de plantonistas, mas nenhuma investigação séria foi feita. Pressões internas e esquema reveladoApós denunciar as irregularidades, Bauer afirma que passou a sofrer pressões, inclusive do então juiz Sergio Moro. “Desde o início, pedi investigações sobre recursos financeiros e falsidades ideológicas, como a ocultação de documentos”, disse. Leia mais: STF retoma julgamento que pode manter prisão de Collor Ela destacou que habeas corpus de todo o país eram escondidos para manter pessoas presas e forçá-las a delatar. “Esse era o esquema”, afirmou. Dados apagados e perda de provasBauer revelou ainda que guardava provas das irregularidades em seu computador no tribunal. No entanto, técnicos do TRF-4 trocaram o hardware alegando problemas, e todos os documentos desapareceram após a substituição. “É necessário fazer uma devassa nos dados apagados do e-proc”, reforçou a ex-juíza. Crítica ao JudiciárioEm tom crítico, Luciana Bauer afirmou que o Judiciário deveria reconhecer os erros cometidos durante a operação. “Meu sonho seria ver uma pedra dourada na entrada do TRF-4 dizendo: ‘Aqui conspurcamos a Constituição. Aqui não se fez Justiça. Pedimos desculpas ao povo brasileiro por termos roubado uma eleição’. Mas sei que isso não vai acontecer”, concluiu. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Paraná lidera crescimento econômico do Brasil segundo BC

Estado cresceu o dobro da média nacional, segundo dados do Banco Central O Paraná apresentou o maior crescimento econômico do Brasil em fevereiro de 2025. Conforme o Banco Central, o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Estado subiu 8,1% em comparação a janeiro. Dobro da média nacionalEnquanto o Paraná avançou fortemente, a média nacional ficou em 4,1%. Goiás (6,6%), Santa Catarina (5,8%) e Pará (4,2%) vieram logo depois. Estados como São Paulo (3,5%) e Minas Gerais (2,7%) tiveram desempenho bem inferior. Resultados negativos em outros estadosPor outro lado, algumas regiões registraram queda. O Rio de Janeiro recuou 0,1%, o Rio Grande do Sul caiu 1% e Pernambuco fechou fevereiro com retração de 1,1%. Indicador antecipa tendências do PIBO IBCR é usado pelo Banco Central para medir o ritmo da economia em 12 estados. Ele antecipa tendências do PIB oficial, considerando dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária. Ambiente favorável impulsiona crescimentoO governador Ratinho Junior atribui o bom desempenho ao trabalho realizado nos últimos anos. “Criamos um ambiente favorável aos negócios, com responsabilidade fiscal e investimentos eficientes. Isso permitiu dobrar o PIB e posicionar o Paraná como a quarta maior economia do país”, afirmou. Leia mais: Paraná exporta mais alimentos que Japão, Coreia do Sul e Portugal Segundo o secretário de Planejamento, Ulisses Maia, ações como desburocratização, incentivos fiscais e ampliação da infraestrutura foram essenciais. “A iniciativa privada é motor de empregos e renda. Nosso papel é apoiar esse movimento”, disse. Geração de empregos e crescimento em vários setoresO Paraná também bateu recordes em fevereiro. Foram quase 40 mil novas vagas de trabalho. Além disso, o Estado liderou o crescimento do turismo nacional e registrou a segunda maior alta industrial. Expectativas positivas para 2025Para o presidente do Ipardes, Jorge Callado, o cenário é promissor. “Agropecuária, indústria e serviços crescem em ritmo forte. O Paraná seguirá com um PIB em expansão”, avaliou. Ranking do crescimento do IBCR em fevereiro: Paraná: 8,1% Goiás: 6,6% Santa Catarina: 5,8% Pará: 4,2% Ceará: 3,6% Bahia: 3,5% São Paulo: 3,5% Minas Gerais: 2,7% Espírito Santo: 0,4% Amazonas: 0,3% Rio de Janeiro: -0,1% Rio Grande do Sul: -1,0% Pernambuco: -1,1% Média nacional: 4,1% Fonte: Banco Central. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
STF retoma julgamento que pode manter prisão de Collor

Maioria já votou a favor da detenção; decisão final deve sair até 23h59 O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta segunda-feira (28), às 11h, o julgamento sobre a prisão de Fernando Collor. A maioria dos ministros já votou para manter a detenção, acompanhando o relator Alexandre de Moraes. Até agora, o placar está em seis a zero. A votação ocorre no plenário virtual, onde cada ministro registra seu voto digitalmente. O julgamento vai até 23h59, e, até lá, os ministros ainda podem mudar seus votos. O processo foi retomado após Gilmar Mendes retirar, no sábado (26), um pedido de destaque que levaria o caso para sessão presencial. Ainda faltam votar quatro ministros: Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. Até o momento, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia e Dias Toffoli votaram para manter a prisão de Collor, garantindo maioria. Cristiano Zanin se declarou impedido de participar, pois atuou anteriormente em ações ligadas à Lava Jato. Defesa pede prisão domiciliarA defesa de Collor solicitou a conversão da pena em prisão domiciliar. Segundo os advogados, o ex-presidente sofre de Doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno bipolar, exigindo tratamento em casa. O pedido ainda será analisado pela Procuradoria-Geral da República. Leia mais: Barroso descarta anistia para 8 de Janeiro: “O que aconteceu é imperdoável” Atualmente, Collor cumpre pena de 8 anos e 10 meses por corrupção e lavagem de dinheiro, crimes investigados na Operação Lava Jato. Entenda o casoAlexandre de Moraes entendeu que a defesa tentou atrasar o processo ao apresentar novo recurso sem fatos novos. Por isso, determinou o cumprimento imediato da prisão. Anteriormente, o STF já havia negado um recurso em que a defesa alegava que a pena imposta era maior que a média sugerida pelos ministros. No novo pedido, os advogados tentaram reduzir a pena com base nos votos de ministros que propuseram punições mais leves. Moraes rejeitou o argumento, lembrando que esse tipo de recurso só é aceito se houver votos suficientes pela absolvição, o que não ocorreu. O ministro também destacou que a Corte autoriza a execução da pena antes da publicação final da decisão, especialmente quando os recursos visam apenas adiar o cumprimento. Em 2023, o STF concluiu que Collor recebeu R$ 20 milhões em propina entre 2010 e 2014, usando sua influência política como senador para favorecer a UTC Engenharia em contratos com a BR Distribuidora. Parte do dinheiro foi lavado para esconder a origem ilícita. Além da prisão, Fernando Collor foi condenado a: pagar 90 dias-multa; indenizar R$ 20 milhões por danos morais, em conjunto com outros dois condenados; ficar proibido de exercer função pública pelo dobro do tempo da pena. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Apagão atinge Portugal, Espanha e Itália e paralisa aeroportos e transporte

Queda de energia provoca caos em várias cidades; governos investigam possível ciberataque Um grande apagão em Portugal, Espanha e Itália deixou milhões sem luz, sinal de celular e transportes paralisados nesta segunda-feira (28/4). Várias cidades, incluindo Lisboa, Madri e Barcelona, foram afetadas. Relatos nas redes sociais mostram falta de energia em grande parte de Lisboa. Na Espanha, o problema atingiu cidades como Madri e Barcelona, causando caos em aeroportos e metrôs. O Aeroporto de Barajas, em Madri, continua sem energia, e o metrô de Valência suspendeu todos os serviços. Segundo a Red Eléctrica, operadora da rede elétrica espanhola, houve uma queda brusca de energia em poucos segundos. Sevilha, Barcelona e Pamplona também registraram interrupções. A empresa afirmou que ativou todos os recursos para restaurar o fornecimento. Leia mais: UE multa Apple e Meta em € 700 milhões por violações da nova lei antitruste Por enquanto, ainda não se sabe exatamente quantas pessoas foram afetadas pelo apagão em Portugal, Espanha e Itália. Investigação de possível ciberataqueEm Portugal, autoridades suspeitam que o apagão possa ter sido provocado por um ciberataque. O governo criou um grupo de trabalho para investigar. “Terá sido, aparentemente, um problema na rede de transporte, cuja razão ainda está a ser identificada, aparentemente, em Espanha”, declarou o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, à agência Lusa. O blecaute afetou cidades de norte a sul de Portugal. As causas, no entanto, ainda não foram confirmadas. Crise históricaO jornal espanhol El País informou que o governo espanhol convocou uma reunião de crise. O primeiro-ministro Pedro Sánchez e ministros das Finanças, Meio Ambiente e Transportes vão discutir o que chamam de “o pior apagão da história recente” do país. A agência EFE também relatou que Sánchez planeja visitar a sede da operadora nacional de energia. Em Portugal, o Diário de Notícias informou que o governo também convocou uma reunião extraordinária para tratar do apagão. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!