O uso excessivo de smartphones entre idosos intensifica problemas como depressão, golpes e prejuízos cognitivos

O vício de idosos em celular eleva o risco de doenças mentais, golpes digitais e comprometimento cognitivo, segundo especialistas.
O crescimento do vício de idosos em celular e seus efeitos nocivos
O vício de idosos em celular tem aumentado de forma preocupante, trazendo impactos diretos na saúde mental e na segurança digital dessa população. Segundo pesquisa TIC Domicílios 2025, 81% das pessoas entre 60 e 69 anos possuem smartphones, número que diminui com a idade, mas ainda é expressivo. O psiquiatra Rodrigo Machado, do Instituto de Psiquiatria da USP, observa que esse aumento reflete não apenas a popularização dos aparelhos, mas uma vulnerabilidade maior dos idosos a fatores ambientais e emocionais que favorecem a dependência tecnológica.
Como o isolamento e a ociosidade contribuem para o uso excessivo de smartphones
O isolamento social e o tempo ocioso são fatores determinantes para o vício de idosos em celular. Muitos utilizam os smartphones como única janela para o mundo, especialmente aqueles com mobilidade reduzida ou que enfrentam solidão. Essa dependência pode levar a uma desconexão da vida presencial, dificultando a participação em atividades sociais e físicas, essenciais para o bem-estar e a saúde cognitiva nessa fase da vida.
Os perigos ocultos por trás dos jogos e aplicativos para a terceira idade
Aplicativos e jogos aparentemente inofensivos, como o Candy Crush, escondem mecanismos semelhantes aos de jogos de azar, que incentivam gastos financeiros para avançar nas fases. Os idosos, muitas vezes sozinhos e sem orientação, tornam-se alvo fácil para essas práticas, além de cassinos online e golpes digitais que têm levado perdas financeiras substanciais. Essas armadilhas tecnológicas agravam o quadro de ansiedade e depressão, comuns entre quem desenvolve dependência digital.
Impactos físicos e psicológicos do uso excessivo do celular em idosos
Além dos prejuízos financeiros, o vício de idosos em celular compromete a qualidade do sono, aumenta o estresse e pode acelerar o declínio cognitivo, elevando o risco de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer. Psicóloga especialista em gerontologia, Jeane Silva, alerta para acidentes frequentes causados pelo uso do celular durante deslocamentos, que combinam perda de equilíbrio e distração, aumentando o risco de quedas graves.
Estratégias para combater o vício e promover o uso saudável da tecnologia
O tratamento do vício de idosos em celular envolve diálogo e acompanhamento familiar, com o objetivo de respeitar a autonomia, mas também orientar sobre os riscos. O psiquiatra Rodrigo Machado recomenda atividades presenciais e coletivas, como hidroginástica e dança, para reinserção social e redução do tempo dedicado ao aparelho. Exemplos práticos incluem grupos de convivência e saraus presenciais, que incentivam o equilíbrio entre o mundo digital e a vida real.
Convivência entre tecnologia e qualidade de vida na terceira idade
Apesar dos riscos, o smartphone pode ser um aliado importante no envelhecimento saudável quando usado com moderação. A aprendizagem de novas tecnologias estimula conexões cerebrais e pode retardar o declínio cognitivo. A chave está em promover um uso consciente, que valorize tanto a comunicação digital quanto as interações pessoais e atividades físicas, garantindo assim melhor qualidade de vida e autonomia para os idosos.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress





