“Gato da Corrida” diz que queria apenas afastar colega de reunião, não envenená-lo
O vereador Carlos Roberto Dias (União), conhecido como “Gato da Corrida”, admitiu ter colocado laxante na água do colega Benedito Ribeiro, o “Dito Pistola” (PL), durante uma reunião na Câmara Municipal de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas Gerais.

Segundo ele, a intenção era apenas afastar o adversário político da sessão. Um vídeo com a confissão circula pelas redes sociais da cidade.
Desconfiança e boletim de ocorrência
O caso veio à tona na última terça-feira (20), após Dito Pistola suspeitar do sabor adocicado da água que bebeu durante a sessão. Desconfiado, ele acionou a polícia e registrou um boletim por possível envenenamento.
De acordo com o relato, o vereador sentiu tremores nas mãos logo após tomar a água e pediu que outros colegas também provassem o líquido. Os vereadores Reinaldo Galinho, Alexandre Dullê e o próprio “Gato da Corrida” confirmaram o gosto estranho. O advogado da Câmara também experimentou a água e notou o mesmo sabor.
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O copo foi recolhido e encaminhado à Polícia Civil para perícia.
Confissão e justificativa
Durante depoimento no inquérito interno da Câmara, Carlos Roberto confessou ter adicionado laxante à água. No vídeo que viralizou, ele explicou que agiu por impulso:
“Ele ficava pegando no meu pé, chamando de puxa-saco do prefeito. Então pinguei um pouco de laxante na água dele para ver se dava uma dor de barriga, pra ele sair um pouco da reunião”, disse o vereador.
Ele negou qualquer intenção de envenenamento e afirmou que toma o mesmo medicamento quando exagera na comida ou na bebida. No fim do vídeo, pediu desculpas ao colega:
“Peço perdão. Não fiz por maldade.”
Investigação continua
Mesmo com a confissão, o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. A Câmara também poderá aplicar sanções internas ao parlamentar.
O episódio chama atenção pelo inusitado e levanta debate sobre o clima de hostilidade entre vereadores no município.










