Rajadas acima de 100 km/h deixam mortos, destruição e questionam capacidade de resposta dos órgãos

São Paulo e Rio de Janeiro enfrentam ventos de até 111 km/h que causaram cinco mortes e mostram insuficiência das ações preventivas da Defesa Civil.
Nesta quarta-feira (29), os estados de São Paulo e Rio de Janeiro sofreram com ventos extremamente fortes, superiores a 100 km/h, que deixaram um rastro de destruição e pelo menos cinco mortos, evidenciando a fragilidade das estruturas de defesa civil diante de eventos climáticos severos.
Ventos de mais de 110 km/h e a tragédia anunciada
No litoral paulista, ventos atingiram até 111 km/h em Itanhaém, superando as previsões iniciais da Defesa Civil, que estimava rajadas de até 90 km/h. Essa subestimação contribuiu para a falta de preparo e a consequente tragédia, com três mortes registradas no estado.
Em Santos, um homem em situação de rua foi vítima fatal após ser atingido pela queda de uma árvore, apesar do rápido atendimento dos bombeiros. Em Cesário Lange, interior paulista, uma árvore derrubada pelo vento caiu sobre um veículo, matando outro homem. No litoral, entre São Sebastião e Ilhabela, um pescador morreu afogado após naufrágio causado pelas rajadas.
Rio de Janeiro também registra mortes e caos
No Rio, dois indivíduos perderam a vida pelo desabamento de um muro em Santa Teresa, evidenciando problemas estruturais agravados pelos ventos. O Corpo de Bombeiros atendeu 185 ocorrências relacionadas ao fenômeno, incluindo 93 quedas de árvores, 31 resgates e cinco desabamentos. Ventos de até 105,5 km/h foram registrados no Galeão.
Defesa Civil sob pressão e críticas
A Defesa Civil paulista emitiu alerta severo para o Litoral Paulista, mas a superação dos valores previstos e a extensão dos danos apontam para falhas graves no sistema de monitoramento e prevenção. No Rio, as equipes ainda procuram um pescador desaparecido, mostrando o impacto contínuo da crise.
Impactos e consequências
Além das vidas ceifadas, os ventos causaram apagões e paralisações, colocando à prova a capacidade de resposta de ambos os estados. A tragédia expõe a necessidade urgente de revisão nas políticas públicas de prevenção a desastres naturais, investimento em infraestrutura e maior precisão nos alertas meteorológicos para evitar que tragédias como essas se repitam.








