Itens como pins e leques, antes gratuitos, agora são comercializados em marketplaces

Brindes distribuídos gratuitamente durante a COP30 estão sendo vendidos por altos preços na internet.
Brindes da COP30: o que aconteceu após o evento
Os brindes distribuídos durante a COP30, que ocorreu em Belém, agora estão sendo vendidos na internet por preços que chegam a R$ 450. Com o término da conferência no dia 22 de setembro de 2025, os itens que antes eram oferecidos gratuitamente em pavilhões dos países já começaram a aparecer em marketplaces, despertando a atenção de colecionadores e interessados.
Itens mais desejados: pins e broches
Entre os produtos mais procurados estão os pins e broches que tinham o símbolo dos países participantes. Esses itens eram oferecidos como recompensas para aqueles que participavam das atividades, especialmente nas plenárias. Além de pins, muitos receberam leques, canetas, copos e até água mineral em lata, tudo com a logomarca da conferência do clima.
A prática de revender brindes
A venda de brindes não é uma novidade; após eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, muitos itens se tornaram peças de colecionador e os preços dispararam. Exemplo disso é o pin do curupira, mascote da COP30, que aparece nos anúncios por até R$ 250. Em marketplaces como OLX, pins da China são vendidos por R$ 300 cada, enquanto itens do uniforme de voluntários alcançam preços de até R$ 400.
Grupos de troca e venda
Voluntários que participaram da conferência criaram grupos no WhatsApp para facilitar a troca e venda dos brindes. Um dos grupos, intitulado “Troca e venda dos brindes da COP30”, já conta com quase 200 membros. Os participantes compartilham itens como ecobags, garrafas da Indonésia e pins da Coreia do Sul. Alguns itens raros, como pins exclusivos, são negociados como se fossem leilões, levando a uma valorização ainda maior.
Críticas e repercussão nas redes sociais
Entretanto, a prática de revender esses brindes gerou críticas nas redes sociais. Muitos participantes consideram incoerente vender itens que eram distribuídos gratuitamente. A doutoranda Letícia Marques, voluntária na COP30, comentou sobre a formação do grupo e a troca de itens, ressaltando a mudança de valores que vem ocorrendo. “Vender água que era gratuita não faz sentido”, afirmou.
Conclusão
As vendas de brindes da COP30 refletem não apenas a valorização de itens de eventos, mas também a dinâmica social que se forma em torno deles. A expectativa agora é para ver como esses itens continuarão a ser tratados e valorizados ao longo do tempo.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Governo Federal










